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Justiça

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Nos últimos tempos, as emissoras de televisão abertas têm sofrido com a grande concorrência da TV fechada e da plataforma Netflix no Brasil. Portanto, os canais abertos e mais tradicionais necessitam se reinventar, afinal, o público clama pelo novo. E, pensando nisso, a Rede Globo estreou, no último dia 26 de agosto, a minissérie Justiça. O público ficou absorto. A última vez que eu tinha visto o telespectador brasileiro em tamanho arrebatamento, foi durante a exibição da telenovela de sucesso Avenida Brasil.

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[Especial] Teledramaturgia – Parte 4: Novelas que não foram ao ar

Quatro novelas produzidas, mas que nunca foram exibidas. Esse não é um caso muito comum, mas, sim, já aconteceu na teledramaturgia brasileira. Três novelas foram impedidas de serem levadas ao ar e uma delas teve suas gravações interrompidas devido ao fim da emissora que a veiculava. Vejas todos estes casos na lista abaixo e os motivos de terem suas transmissões vetadas:

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[Especial] Teledramaturgia – Parte 3: As Tramas de Benedito Ruy Barbosa

Um pouco mais de dois anos depois, dando continuidade ao Especial Teledramaturgia. No fim do post, estão os links para os outros artigos da série.

Benedito Ruy Barbosa

Novelas são sempre iguais. As mesmas histórias, os mesmos personagens, os mesmos desfechos. Pouca coisa muda de uma novela para outra. As fórmulas, clichês e estereótipos de autores como Manoel Carlos, Gloria Perez e Carlos Lombardi, por exemplo, são públicos e notórios.

Manoel Carlos se habituou a contar os conflitos dos ricos depressivos do Leblon. Gloria Perez já nos “presenteou” diversas vezes com suas saladas demagógicas, multiétnicas e sem sentido nenhum. Carlos Lombardi adora galãs descamisados e inexpressivos, humor rasteiro, personagens caricatos e crianças insuportavelmente mais inteligentes do que os adultos.

No cinema também há autores que repetem fórmulas (vide Christopher Nolan e Zack Snyder). O problema disso nas novelas é que elas se arrastam por meses a fio, então temos a impressão de que passamos nove meses assistindo a uma história que já acompanhamos anteriormente também por outros longos nove meses. O que nos faz chegar à desconcertante conclusão que já perdemos uns quinze anos das nossas vidas assistindo a mesma história contada e recontada pelos mesmos autores e interpretadas pelos mesmos atores…

Aproveitando que há pouco mais de um mês estreou uma nova novela na faixa das nove horas da noite na Rede Globo, Velho Chico, decidi escrever este texto pra falar sobre as tramas de Benedito Ruy Barbosa. Eu gosto dele como autor. Mas a verdade é que Benedito é outro que quase sempre conta as mesmas histórias. Todavia me identifico mais com suas tramas rurais do que com as Heleninhas Leblonescas de Manoel Carlos. Eu nunca visitei uma fazenda (não que eu me lembre), mas as tramas de Ruy Barbosa me despertam uma inexplicável nostalgia bucólica. E, apesar dos estereótipos, seus personagens são sempre muito humanos, simples, humildes. Diferentemente dos ricos amargurados e neuróticos do Leblon de Manoel Carlos…

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[Especial] Teledramaturgia – Parte 2: Aberturas de Novelas

Hoje, pela manhã, uma amiga me informou pelo whatsapp que o ator José Wilker havia morrido. Imediatamente fui atrás de detalhes na internet, afinal ele parecia tão bem até pouco tempo… De fato, ainda ontem estava ensaiando uma peça de teatro. Wilker morreu vítima de infarto fulminante enquanto dormia.

No texto anterior, eu disse que atualmente é até incômodo ver novelas entrando e saindo da programação sem contarem com a presença de Rubens De Falco e Raul Cortez em seus elencos. Agora podemos adicionar o nome de José Wilker nesta lista. Dentre seus inúmeros papéis marcantes na teledramaturgia brasileira, destacam-se o personagem-título de Roque Santeiro, o ‘felomenal’ Giovanni Improtta de Senhora do Destino e o Coronel Belarmino de Renascer, dono do inesquecível bordão: “é justo, muito justo, justíssimo”. Falar nisso, achei justo modificar este texto (que já estava pronto) para acrescentar esta informação. Afinal, de Gabriela à Fera Ferida, de Corpo Santo à Amor à Vida, passando por A Próxima Vítima, Wilker foi um dos mais interessantes e versáteis atores a passar pela nossa telinha. Podia cometer suas falhas (gritantes) como crítico de cinema, mas era inegável seu talento para compor personagens memoráveis.

Justo, muito justo, justíssimo tributo 😉

* * *

Não posso dizer seguramente que a qualidade das telenovelas piorou. uma vez que não acompanho novelas há muito tempo como já mencionei no texto anterior. Coloco isso na conta da minha ansiedade. A minha mania de “fazer tudo ao mesmo tempo agora e acabar não fazendo nada” é a grande culpada pelo meu aparente desinteresse em muitas coisas, por exemplo: acompanhar narrativas seriadas pela televisão. Isso porque a TV costuma exibir apenas um capítulo diário ou semanal. Não tenho mais paciência para ficar esperando pelo capítulo de amanhã ou da semana que vem (é por isso que geralmente só começo a assistir seriados quando estes já têm pelo menos uma temporada completa).

Contudo, eu cresci assistindo novelas. Meus pais acompanharam as tramas memoráveis assinadas por Dias Gomes, Ivani Ribeiro, Janete Clair. Felizmente eu tive acesso à obra desses mestres da teledramaturgia por meio do Vale a Pena Ver de Novo. Algumas novelas marcaram minha infância como Quatro Por Quatro, A Indomada, A Viagem e A Próxima Vítima. Essas foram aquelas que realmente acompanhei. Numa era pré-internet e antes de surgir em mim o interesse crescente por cinema, livros e histórias em quadrinhos que ocupam boa parte do meu tempo livre até hoje. Mas apesar de não ter mais paciência para acompanhar novas telenovelas, ainda nutro certo interesse por aberturas. É fato que há muito tempo uma abertura não me conquista. Mas abaixo listei algumas das minhas favoritas. Engraçado que muitas delas são de novelas que não gostei ou que não assisti.

Agora chega de conversa! Aí estão algumas das aberturas que me marcaram em um incomum Top Seven:

7) Belíssima:

Tem quem ache sem graça ou sem aquela centelha de criatividade. Eu acho de um charme inegável. Simples, mas elegante. A modelo faz um strip-tease nada vulgar em uma vitrine, ao som da previsível Você É Linda de Caetano Veloso. Talvez esse seja o único elemento que deponha contra a abertura e garanta a ela uma posição não tão avantajada no meu top seven. Uma vez que essa música já esteve presente em outras duas trilhas sonoras de novelas e, para quem acompanhou Fera Ferida, ela se tornou clássica como tema da personagem Linda Inês interpretada por Giulia Gam. Mas por que exatamente eu gosto tanto dessa abertura? Deve ser porque ela me faz lembrar do videoclipe I Just Don’t Know What To do With Myself dos White Stripes… Sobre a novela em si, confesso me lembrar bem pouco ou quase nada. Não tinha um enredo muito atraente.

6) Ti Ti Ti

A abertura deixava clara a rivalidade entre dois estilistas, com uma disputa de tesouras, agulhas e linhas. Artesanal, mas muito criativa, ela é centenas de vezes mais simpática e charmosa que a abertura da versão de 2010 (feita com modernos recursos de computação gráfica). Da mesma forma que os espectadores da versão de 1985 ainda dizem que a novela original é a suprema, contando com os inspiradíssimos Luis Gustavo e Reginaldo Faria como protagonistas. A música é da banda oitentista Metrô. Não lembra? Foi um dos únicos sucessos do grupo que, com pouco tempo de estrada, logo se dissolveu. A composição é de autoria de Rita Lee.

5) A Próxima Vítima

Embalada pela música genial de Rita Lee, a abertura traduzia bem o conceito da novela. Ágil, bem urbana e com uma alta carga de tensão. Os rostos de alguns dos principais personagens iam aparecendo na tela como alvos de um franco-atirador que os procurava pela cidade, mirava de um prédio diretamente em suas cabeças e então disparava.

4) Quatro Por Quatro

Devido à chatice da censura atual, a música de abertura certamente seria vetada. Uma grande bobagem, visto que a letra da canção interpretada por Sandra de Sá é tão divertida quanto à trama, por vezes absurda de Carlos Lombardi. É certo que a novela começou boa e lá pelas tantas foi se perdendo como grande parte das novelas dos anos 90 pra cá que garantem boa audiência e os novelistas insistem em prolongar. Mas de qualquer forma, graças à desenvoltura do elenco, alguns momentos permanecem na memória, bem como boa parte da ótima (e hoje super nostálgica) trilha sonora e, claro, essa excelente abertura que mostra um grupo de espadachins femininas correndo atrás de homens para fazer justiça, ou melhor, vingança. Repleta de cores vivas e vibrantes, um tanto kitsch e muito bem-humorada, essa é certamente uma das aberturas inesquecíveis que captava bem a essência da trama.

3) A Indomada

Para fazer jus ao título, a Indomada (interpretada na abertura pela, na época, desconhecida Maria Fernanda Cândido), dribla todos os obstáculos à sua frente, transformando-se em fogo, água e pedra. Nem a plantação de cana-de-açucar que parece persegui-la, crescendo em sua direção, ou barreiras de ferro que surgem do nada são capazes de pará-la. Os efeitos especiais, criados a partir de computação gráfica, impressionam (pela época em que foi realizada). E a música, Maracatudo de Sérgio Mendes, é a cereja no topo do bolo. Uma pena que em sua primeira reprise, em 1999, no Vale A Pena Ver de Novo, tenham mudado, sem razão aparente, a música de abertura para Unicamente de Deborah Blando, que não se adequava à entrada da novela.

2) Deus Nos Acuda:

Embora contasse com um bom e afinado elenco, com a presença inspirada da sempre ótima Marieta Severo, e com personagens marcantes como é o caso da Maria Escandalosa de Cláudia Raia, a trama principal era morna e os subplots dispensáveis, sem contar o final decepcionante e constrangedor. Mas a abertura, essa sim, era sensacional, especialmente pela crítica social mordaz. Creio que uma das melhores já produzidas pela Rede Globo. A elite brasileira e o próprio país afundavam na tinta da caneta que assinava um cheque de 9 bilhões de cruzeiros.

1) Renascer

Esta abertura sintetiza em pouco mais de um minuto os sintomas da evolução, da ação do homem sobre a natureza. Tudo começa com uma gota que cai no chão seco, de onde brota uma enorme árvore que, por sua vez, se transforma em um gigantesco edifício que se despedaça, então surge uma fazenda que se racha ao meio. Por último, uma cidade se origina e se dobra – em um efeito que lembra bastante o filme A Origem – para ceder espaço ao logotipo do folhetim. Perfeita escolha musical – Confins de Ivan Lins.

Menção honrosa: O Rei do Gado

Essa não entra no top seven, mas está aqui por motivos puramente  sentimentais. A abertura não tem nada de inovador ou especial, mostrando apenas o gado e campo em planos gerais, peões cavalgando, o nascer do sol, o gado sendo marcado, o Antônio Fagundes posando de Deus do campo, mais gado… Mas além de marcar a minha infância, me faz lembrar do meu pai. Aliada a ao tema musical, então… Me emociona até demais.

Andrizy Bento

[Especial] Teledramaturgia – Parte 1: Novelas Favoritas

Telenovelas, folhetins, soap opera, dramalhões, teledramaturgia.

O público conhece mesmo como novela.

Algo que gera uma confusão quando o assunto é literatura. Semelhante ao que ocorre quando falamos a respeito do gênero romance.

Na literatura, novela é um romance curto.

Romance, por sua vez, é uma narrativa de ficção composta de vários capítulos.

O que os difere, portanto, é a extensão.

Partindo destes conceitos, O Outro Gume da Faca de Fernando Sabino é uma novela, bem como A Hora da Estrela de Clarice Lispector e Crônica de Uma Morte Anunciada de Gabriel García Márquez.

O Exorcista é um romance. Harry Potter é um romance. O Grande Mentecapto é um romance. Carrie, a Estranha é um romance.

Como gênero literário, romance não é sinônimo de história de amor. E novela não é sinônimo de folhetins televisivos.

Mas as terminologias geram uma confusão dos infernos. Assim é comum que, quando um professor de literatura peça para que os alunos leiam uma novela, eles apareçam na sala de aula com livros como A Escrava Isaura, Helena, A Moreninha, Gabriela Cravo e Canela, Senhora, entre outros. Isto porque todos foram adaptados para a telinha no formato de telenovela. Porém, tratam-se de romances.

Também é comum que o professor passe uma lista de romances para que os alunos leiam e, ao término da leitura, façam observações do tipo :“Li Dom Casmurro e Memórias Póstumas e não vi nada de romance ali…”. Isto porque tem enraizada a ideia de que romances compreendem histórias de amor.

Foram termos que se popularizaram e ganharam novas definições ao longo dos séculos. Afinal, telenovela é uma palavra muito grande. Por que não abreviar para “novela”?

Então vamos falar de novelas. Não o gênero literário. Refiro-me à teledramaturgia brasileira. O que os gringos chamam de soap opera.

Quem lê meus textos para os blogs e sites que escrevo, está cansado de saber que sou uma apaixonada por cinema e seriados. Tenho até mesmo um group de séries no facebook que atualmente conta com aproximadamente 850 membros.

Poucas pessoas sabem que eu também aprecio telenovelas.

Já faz algum tempo, no entanto, que não acompanho folhetins pela televisão. A mania de baixar séries com temporadas fechadas e completas e assistir a 13 episódios em apenas um fim de semana, me habituou mal. Atualmente eu não tenho mais paciência para acompanhar tramas seriadas pela TV. Esperar o próximo capítulo não é algo que me agrada. Tornei-me impaciente. Gosto de fazer tudo de uma vez. Estou sempre lendo milhares de livros, vendo dezenas de séries e isso torna praticamente impossível manter uma rotina em frente à telinha.

Eu também sou uma pessoa dada a obsessões transitórias. Só no começo deste ano, já tive umas nove diferentes.

Eu funciono mais ou menos assim: Numa semana eu decido reler todas as histórias clássicas do Batman. Noutra semana, já desapeguei de Batman e quero mesmo é assistir todos os episódios da série Cavaleiros do Zodíaco. Na semana seguinte, cansei de Cavaleiros. Quero mesmo é baixar toda a filmografia do Brian De Palma. Mais uma semana chega e agora estou mesmo é com vontade de assistir documentários e ler livros e artigos sobre emissoras de TV extintas. Quem sabe o que o próximo mês me reserva? Maratona de alguma série que ainda não vi? Um mergulho no universo dos Doramas? Rever alguma novela que marcou minha vida? Rever todos os filmes do Kubrick ou do Hitchcock? Ler Tintin compulsivamente? Procurar algum novo shoujo-ai para viciar?

Sim, eu gosto de shoujo-ai. Não me critiquem.

Então, se eu começo a nutrir uma obsessão por algo, é bom saciá-la de uma vez! Reservar alguns horários durante a semana para supri-la e saná-la, porque é bem provável que na outra semana, eu já tenha esquecido desta obsessão. Admito este meu lado superficial.

E é esse o meu problema com telenovelas. Eu posso até começar gostando da trama. Mas antes da metade, eu já enjoei de acompanhar e simplesmente largo mão. Às vezes não é nem por conta da qualidade do enredo, atuações ou direção. O problema é comigo mesmo. Eu canso, enjoo, abandono.

Outro motivo que contribuiu para meu distanciamento do gênero é o fato de entrar novela, sair novela e eu não ver mais os nomes e rostos de Raul Cortez, Rubens de Falco, dentre outros monstros sagrados, integrando as chamadas de elenco das novelas… Isto porque já partiram desta para uma outra.

Apesar de tudo que coloquei acima, algumas novelas marcaram a minha vida, portanto, abaixo decidi listar as minhas favoritas. Muitos clássicos não foram contemplados e vocês perceberão a ausência de títulos que fizeram história. Todavia, levem em conta que listas são essencialmente subjetivas e eu nasci em 1988, então não vi muitas das novelas épicas e que se tornaram praticamente sagradas e indispensáveis na maioria das listas. Outras, tive a oportunidade de acompanhar as reprises ou vê-las pela internet. Há também títulos discutíveis e que parecerão duvidosos para muita gente. São novelas que fazem parte de minha memória afetiva, que estão listadas apenas por me trazerem recordações de bons tempos, portanto, peço para que perdoem minhas idiossincrasias. Sem mais explicações, aí está!

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10) Xica da Silva
Walcyr Carrasco <sob o pseudônimo de Adamo Angel>
(Rede Manchete, 1996)

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9) O Rei do Gado
Benedito Ruy Barbosa
(Rede Globo, 1996)

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8) A Indomada
Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares
(Rede Globo, 1997)

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7) Vale Tudo
Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères
(Rede Globo, 1988)

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6) A Viagem
Ivani Ribeiro
(Rede Globo, 1994)

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5) Cabocla
Benedito Ruy Barbosa, Edmara Barbosa e Edilene Barbosa
(Rede Globo, 2004)

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4) A Próxima Vítima
Silvio de Abreu
(Rede Globo, 1995)

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3) Essas Mulheres
Marcílio Moraes e Rosane Lima
(Rede Record, 2005)

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2) Pantanal
Benedito Ruy Barbosa
(Rede Manchete, 1990)

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1) Roque Santeiro
Dias Gomes
(Rede Globo, 1985)

Este especial será dividido em, mais ou menos, quatro partes. Nos vemos no próximo post!

Até lá!

Andrizy Bento