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Bons Filmes em Abril (2017)

Dentre as estreias mais aguardadas do mês de abril, nas telonas, estão o segundo volume de Guardiões da Galáxia; o novo longa de James Gray, baseado no best-seller de não-ficção Z – A Cidade Perdida de David Grann; A Cabana, também adaptado de um fenômeno literário assinado por William P. Young que há anos vem fazendo barulho no mercado editorial; a nova aventura das populares criaturas azuis e humanoides  Smurfs; e a oitava sequência de Velozes e Furiosos. Confira abaixo sinopses e datas de estreia nos cinemas brasileiros:

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Bons Filmes em Março (2017)

A despedida de Hugh Jackman do personagem que o consagrou, o filme que deu o Oscar de melhor atriz à Viola Davis, o novo longa de Martin Scorsese – esnobado pela Academia – e novas versões de clássicos; seja do conto de fadas A Bela e a Fera, seja da influente animação cyberpunk Ghost in the Shell. Estes são os destaques da telona no mês de março.

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Bons Filmes em Fevereiro (2017)

Vários indicados ao Oscar estreiam neste mês de fevereiro, como Estrelas Além do TempoJackieUm Limite Entre Nós, A Qualquer Custo e Moonlight. Outras estreias mais pop ficam por conta de LEGO: Batman Cinquenta Tons Mais Escuros. Confira abaixo as respectivas sinopses e datas de lançamento dos filmes no Brasil: Continuar lendo Bons Filmes em Fevereiro (2017)

La La Land – Cantando Estações

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Como espectadora, musical é um gênero que me deixa desconfortável. Por mais que reconheça os méritos, especialmente dos grandes clássicos, se trata de um gênero que não consegue me convencer ou atrair. Geralmente, acho que são artificiais. A exceção é As Canções de Amor de Christophe Honoré, no qual a música surge de maneira espontânea e natural, como se os personagens estivessem dialogando através de canções e imersos em uma atmosfera videoclíptica que contribui muito para que o longa funcione.

Não é constrangimento nenhum admitir que fui munida de preconceitos assistir La La Land  tanto por se enquadrar na categoria de musical, quanto pelo fato de que todo filme adotado como o queridinho da Awards Season é promessa de muito alarde por pouca coisa. Afinal, o que se privilegia nessa época é o famigerado padrão Oscar, de filmes quadrados, mornos, que não incomodam, nem causam comoção. E a sequência de abertura, extremamente elogiada pelos quatro cantos do globo, só serviu para cutucar a minha aversão.

La La Land abre com uma cena musical, em que dezenas de pessoas, presas em um engarrafamento (que remete imediatamente ao 8 ½ de Fellini) rumo à Los Angeles, saem de seus carros e iniciam um número de cantoria e dança em um plano-sequência realmente admirável. A metáfora é pública e notória: mesmo diante das dificuldades e barreiras, os jovens aspirantes a artistas estão em busca de seus sonhos na cidade dos sonhos. Sim, não tem como não reconhecer seus méritos, mas que a cena me deu certo embrulho no estômago diante da desconcertante impressão de que o longa seria inteiramente cantado, também é inegável.

Depois disso, a impressão se desfez, felizmente. E La La Land se provou uma grata surpresa.

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