Bons Filmes em Janeiro

Estamos de volta e já começamos com as principais estreias do cinema no mês de janeiro. Inclusive tem muitos filmes cogitados para o Oscar deste ano (os indicados serão anunciados na próxima quinta-feira). Boas sessões! 😉

 04/01

Detona Ralph

04/01

Sete Psicopatas e um Shih Tzu

04/01

O Som ao Redor

11/01

A Viagem

11/01

Jack Reacher – O Último Tiro

11/01

Uma Família em Apuros

18/01

Django Livre

18/01

Killer Joe – Matador de Aluguel

18/01

O Último Desafio

18/01

A Hora Mais Escura

25/01

João e Maria: Caçadores de Bruxas

25/01

Lincoln

25/01

O Mestre

25/01

O Resgate

25/01

Ferrugem e Osso

Kevin Kelissy

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Cheio de Charme – Marian Keyes

Sem “empreguetes” e “patroetes” por aqui. Ao invés de mulheres “cheias de charme”, na obra de Marian Keyes temos o homem perfeito: Paddy de Courcy. Ele é impecável, lindo e importante político na Irlanda. Não era difícil se apaixonar pelo “imprevisível”, como era popularmente conhecido, afinal ele era dono de uma beleza estonteante e de um charme capaz de seduzir qualquer mulher que, pelo menos, respirasse.

Não foram poucas as moças que se encantaram pelo rapaz, e em Cheio de Charme (This Charming Man), conhecemos quatro delas e suas respectivas reações ao saber que Paddy iria, surpreendentemente, se casar. A primeira a ser apresentada é a consultora de moda Lola. Ela acredita que tem um relacionamento amoroso com Paddy, mas descobre que foi apenas mais uma em sua vida. A partir daí, Lola entra em “depressão amorosa” e acaba prejudicando a própria carreira.

Num segundo momento somos apresentados à jornalista Grace. Determinada, independente e com um marido muito fofo, ela é uma das personagens mais encantadoras do livro. Entretanto, quando o assunto é Paddy de Courcy, suas pernas tremem e ela perde grande parte de sua determinação. Apesar de não assumir, ela sente uma intensa atração por Paddy desde a adolescência, quando ele era somente um belo desconhecido e namorava sua irmã Marnie, a terceira personagem que conheceremos.

Marnie é casada, tem duas filhas ainda crianças e uma vida aparentemente estável, mas é de longe a personagem mais problemática da história. Por ser alcoólatra e ter sérias crises de depressão, Marnie, que não acredita na ideia de estar viciada, precisa ter alguém sempre por perto (papel exercido, geralmente, por Grace) para que tente, ao menos, se controlar.

A quarta mulher apresentada é Alicia, futura esposa de Paddy. Mas ao contrário do que é divulgado na mídia, o relacionamento deles não é tranquilo e muito menos amoroso. A personagem sofre nas mãos do noivo, mas acredita que estar perto dele é melhor que qualquer coisa, e por esse motivo está sempre do seu lado, o perdoando mesmo que isso lhe doa (literalmente).

Apesar da seriedade com que Marian Keyes trata assuntos como alcoolismo e violência contra a mulher, Cheio de Charme tem bons e deliciosos capítulos de puro humor, principalmente os narrados pela personagem Lola. No início, entretanto, o leitor pode ficar um pouco perdido por não saber aonde a autora quer chegar com personagens tão diferentes, intensos e, muitas vezes, complicados.

Paddy de Courcy é caracterizado como “o mais perfeito do mundo”, e pode até ser, mas apenas fisicamente. Ele engana quase todos com o seu sorriso e belo rosto, e mesmo que o leitor tenha pena dele em alguns momentos, acredito que nunca irá querer um Paddy em sua vida.

Cheio de Charme é um livro divertido, intenso, fácil de ler e com personagens muito bem desenvolvidos. Cada um deles tem uma background interessante, além de Paddy de Courcy, ou seja, nem sempre ele é o centro do livro, o que nos leva a conhecer (bem até demais) todas as personagens, como se fôssemos amigos próximos.

Com certeza está na minha lista de favoritos, porém não é perfeito: ele possui 784 páginas, o que não é um problema, mas muitas delas são totalmente desnecessárias. Aliás, essa é uma das características da autora, que desde Melancia, seu primeiro livro publicado, trata de assuntos sérios, aliados a muito humor e desenvolvidos num exagerado número de páginas.

Obviamente não é um livro que pode te acompanhar facilmente no ônibus ou no metrô, mas ainda assim eu o considero digno de cinco estrelas.

Daniele Marques

Arrow

Admito toda vez que a CW anuncia uma estreia, fico com um pé atrás. O surgimento da CW significou o fim de duas séries amadas por mim: Veronica Mars e Gilmore Girls. Tirando esse preconceito horroroso [admito] e como uma seriadora que não resiste a um bom piloto, fui de peito aberto assistir Arrow.

Muitos indagariam: um seriado de super herói produzido pela CW? Eles não sabem dar um fim à coisa, vide Smalville e suas dez temporadas. Mas o herói em questão o Arqueiro Verde. Tem um apelo legal. O Arqueiro já vem de uma participação de destaque em Smalville. Então por que não recontar a historia de Oliver Queen?

Oliver Queen é um personagem que se aventura pelos quadrinhos desde os anos 40. Não teve uma carreira das mais brilhantes por vinte e cinco anos, mas no final dos anos 60, ele assumiu um lado Robin Hood e sendo companheiro do Lanterna Verde nesses tempos. Também foi membro da Liga da Justiça original, dos Caçadores e dos Sete Soldados da Vitória.

Na carreira em quadrinhos, também temos uma participação do Arqueiro no Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. Ele é amigo do Batman, e tem seu braço amputado pelo seus inimigos [vide lei anti-justiçeiro].

Com todo esse passado glamouroso por que não dar uma chance a Arrow? Dei e não me arrependi. A serie é bem amarrada e suas tramas – principal e paralelas – estão seguindo uma lógica surpreendente. Não há, até agora, pontas soltas e estamos vendo os quadrinhos se desenharem na tela diante de nossos olhos.

Obviamente, a historia foi modernizada, aspectos do mundo atual foram abordados. A questão primordial nos anos setenta  de tirar dos ricos para dar aos pobres foi trocada por vingança.

O grande objetivo de Ollie é devolver à cidade, a paz que os poderosos tomaram de Starling City.

P.S. São deliciosas as citações que eles fazem a passagens só vistas nos quadrinhos, bem como o enquadramento dos maiores vilões das HQs. Além de Death Stroke surgindo no quinto episodio. Será que teremos Canario Negro? [Admito que talvez seja o meu coração shipper falando]. Assistam Arrow que vale a pena.

P.S. 2 Elementary será exibido após o Super Bowl… Quando eu falo que eu não entendo os americanos…

Gaby Matos

Magic Mike

Sinopse: Inspirado na história de vida de Channing Tatum (Querido John), que antes de se destacar em Hollywood, teve que ganhar a vida como stripper quando tinha 18 anos. O longa narra a história do stripper e dançarino Mike Martingano (Tatum), que passa a orientar um novato no ramo, Adam (Alex Pettyfer) dentro e fora dos palcos. O dono da casa Xquisite, onde trabalha a dupla, é interpretado por Matthew McConaughey.

Eu soube desse filme quando o ator Channing Tatum estava fazendo sucesso por causa de Querido John. O ator comentou que antes de chegar a Hollywood, ele era stripper e que estava produzindo um filme sobre o assunto.

Eu fui assistir Magic Mike com a maior expectativa. Achei que seria um filme muito bom, mas, sinceramente, se você for assistir ao longa por conta da história, desista. O  filme só é bom por causa dos homens bonitos tirando a roupa. A trama em si é fraca e superficial. O longa conta a história de Mike que é stripper há 6 anos, mas o roteiro não deixa claro o motivo de ele escolher essa profissão – se era um meio mais fácil de ganhar dinheiro, ou por que ele tinha o sonho de montar o próprio negócio ou se foi por falta de opções. O filme mostra os dois lados da moeda. Mike que esta cansado dessa profissão, quer um emprego no qual ele não viva só de trocados, e que possa ser reconhecido por seu talento e não pelo corpo. Já Adam é um garoto irresponsável que mora com a irmã e só quer saber de curtição. Dessa forma, trabalhando como stripper, ele vai conseguir tudo facilmente: mulheres, dinheiro e festa. A única preocupação do dono do local é que eles tenham uma boa reputação e que façam muito dinheiro, mas essa profissão não é mil maravilhas como parece, porque em cima dos palcos você é o rei, o garanhão, o tudo de bom. Porém, fora dele, as pessoas encaram esse trabalho com preconceito. Um bom exemplo disso é a irmã de Adam que passa o filme todo culpando Mike pelo caminho que o irmão escolheu, mesmo quando é evidente que a culpa é do irmão dela e o pobre Mike só se ferra cobrindo as besteiras que Adam faz. A garota não reconhece o erro e não percebe que o irmão dela é um completo fdp aproveitador.

Apesar de fazer muito sucesso nos palcos, Mike se sente muito sozinho, pois são poucas as mulheres que aceitam namorar com um cara que tem esse tipo de profissão, então, enquanto você quiser só curtir e pegar todas, até aí tudo bem. Mas um dia você vai cansar de dormir com mulheres que você nem lembra o nome e vai querer sossego, algo que a profissão que ele escolheu está longe de oferecer.

Apesar de a história não ser tão boa e não trazer muita profundidade, o filme fez bastante sucesso, como era previsto, e vai ter uma sequência. Não se sabe se vai ser com os mesmos atores, mas espero que eles não cometam os mesmos erros que cometeram no filme original.

Lilian Alipio

Uma poltrona macia, um balde de pipoca, alguns discos de vinil, umas revistas da Marvel e um encontro com Tarantino… De tudo um pouco ou nada disso