Rita Lee Jones Carvalho

A ovelha negra da família, rainha do rock brasileiro, símbolo de independência feminina: Rita Lee, e suas várias facetas, deixou recentemente o mundo dos “palcos” para nossa infelicidade. Mas ainda bem que sua música é eterna e o seu legado também!

Falando assim, até parece que a Rita vai nos deixar… Pera lá’, não é nada disso!

Observe o comentário que ela fez em seu twitter anunciando sua pré-aposentadoria dos palcos:

“Coragem para mudar e continuar. Nem só de palco vive a música, bebê”.

Bem, fica uma deixa pra gente, fãs e admiradores de Rita Lee, que o ícone só está findando suas apresentações em palco, mas que talvez poderemos vê-la em outros trabalhos, outros projetos. Será? Afinal, ela fala em continuar… Em se tratando da ruivinha dos anos 60 creio que podemos esperar muito ainda…

E, claro, ela sai de cena, nos presenteando com um CD intitulado Reza, que já esta quase saindo do forno e você poderá tê-lo em suas mãos entre março e abril.

Confere a capa juntamente com o  trecho da música que intitula o albúm:

É impressão minha ou essa música é uma advertência às pessoas agourentas dessa vida? Particularmente, achei sensacional. Não poderia ser diferente em se tratando da talentosa e polêmica Rita Lee, aliás, falando em polêmica – que por sinal trata-se de uma palavra que já é a cara de Rita desde muito tempo – ela fez sua despedida dos palcos com tudo que tinha direito. Não é novidade pra ninguém que ela nunca foi mulher de levar desaforo para casa, como ela bem disse no vídeo altamente visualizado nos últimos dias, ela enfrentou a ditadura militar,sinônimo de opressão, tortura e outras coisas mais. Se você não viu,veja a rainha do rock soltando o verbo e mostrando a que veio:

E você pensa que acabou? não acabou não, hein!

No segundo semestre deste ano, estreia uma adaptação para o teatro da biografia Rita Lee Mora a Lado, escrito por Henrique Bartsch. Quem vai ter a responsabilidade de interpretar Rita é Mel Lisboa, que afirma estar fazendo aulas de violão, canto e expressão corporal para encarnar a roqueira.

Dá uma olhada nessa foto, Mel Lisboa já toda ruiva e logo ao lado nossa ruiva original. E aí, são parecidas?

Mutantes, Tutti Frutti, vegetariana, defensora dos direitos dos animais, teve mais de 60 milhões de cópias de discos vendidos, uma carreira de quase 50 anos, isso tudo e mais um pouco faz parte do grande histórico de  Rita Lee Jones Carvalho!

Uma artista que, na minha humilde opinião, representa força, coragem, atitude e personalidade singular no cenário musical brasileiro.

Eu deixo vocês com alguns  vídeos dos grandes hits da cantora, mulher, esposa, mãe de três filhos e muito guerreira!

Confere:

Ovelha Negra

Mania de Você

Lança Perfume

Esse tal de Roque Enrow

Agora só Falta Você

Baila Comigo

Desculpe o ”auê” com participação de Paula Toller

Amor e Sexo

Encerro com o clipe de Erva Venenosa, sarcástico e ameaçador!

Confesso que é o preferido da lista e gostaria de dedicá-lo a nossa amiga Adryz HerVen,

o codinome Herven 80 explica o porquê da dedicatória…

Um grande abraço, muita Paz, muita Luz e rock’n’roll, claro! 😉

Bianca Lumière

American Horror Story

Terminei há poucas semanas de ver a primeira temporada de American Horror Story e ainda estou tentando entender todo o alarde, o sucesso, a repercussão em torno dessa série e a comoção que ela gerou. Apresentando uma fórmula mais do que saturada e se apoiando em diversos clichês narrativos e visuais, a série não passa de uma releitura sem qualquer inovação de filmes de terror trash dos anos 80. Com um enredo batido, tendo como problemática um drama familiar super comum e personagens estereotipados, os roteiristas deixam passar algumas boas sacadas e investem em saídas ora fáceis, ora forçadas e artificiais, jogando pela janela a oportunidade de construir uma interessante mitologia das criaturas que assombram a casa.

Pra completar, boa parte da primeira temporada é constituída de fillers, episódios totalmente desnecessários ao conjunto e que não fariam diferença no todo, salvo algumas seqüências. Para os fãs do gênero, o gore é decepcionante. E para quem curte um bom susto, American Horror Story está longe de oferecê-lo.

Alguns episódios chegam próximos de serem considerados interessantes e a série apresenta alguns quotes geniais. Contudo não é o suficiente para cativar a atenção de um público que espera mais do que conflitos adolescentes e dramas inerentes a divórcios e traições, tendo como plano de fundo uma residência macabra.

Os produtores perdem uma boa chance de reinventar o gênero e desenvolver melhor a ideia já quase esgotada da casa mal-assombrada, ingressando numa brincadeira assustadora que poderia funcionar com personagens mais atraentes e um enredo mais consistente e bem elaborado. Uma pena que não é o caso.

Andrizy Bento

Bons Filmes em Março

Este definitivamente não é um grande mês para o cinema. Algumas poucas coisas dos listados abaixo eu quero ver…

A grande estréia do mês parece ser mesmo Jogos Vorazes. Tem resenha aqui no blog do livro no qual o filme se baseia. Sete Dias com Marilyn chega com atraso pra cá – como de costume – mas é uma das boas pedidas do mês, assim como Shame. E chega de Anjos da Noite, né gente? Série mais desnecessária.

Bem, mas aí estão algumas dicas. Já escolheu o que você quer ver?

02/03

Anjos da Noite 4: O Despertar

02/03

Poder sem Limites

09/03

John Carter: Entre Dois Mundos

09/03

W. E. – O Romance do Século

16/03

Shame

16/03

Pina 3D

23/03

Jogos Vorazes

23/03

Sete Dias com Marilyn

30/03

Fúria de Titãs 2

30/03

O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida

 30/03

A Toda Prova

Kevin Kelissy

Novo trailer de The Avengers

Decidi fazer uma rápida atualização aqui no blog, apenas para postar o novo trailer de The Avengers (Os Vingadores). Nada mais justo, visto que esse é um dos filmes mais esperados do ano pela equipe do Bloggallerya.

O filme dirigido por Joss Whedon (Buffy) e estrelado por Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson entre outros, estréia nos cinemas em 27 de abril de 2012.

E aí? Ansiosos como nós? 😉

Andrizy Bento

Oscar 2012: Os Vencedores

Atrasado, mas aí está a lista de vencedores do Oscar 2012. Nenhuma grande surpresa, como já era de se esperar. Alguns embates interessantes e frustrações tanto para os fãs de Harry Potter – a série que terminou sua longa jornada de oito filmes nas telonas sem nem mesmo um Oscar de consolação, desbancado em todas as categorias por A Invenção de Hugo Cabret – quanto para os brasileiros – que torciam pela vitória de Carlinhos Brown e Sérgio Mendes, na categoria Canção Original, com “Real in Rio”, a música do longa de animação Rio. Não foi dessa vez. O prêmio foi para “Man or Muppet” de Os Muppets.

Confesso que nenhuma dessas “frustrações” teve grande impacto neste que vos fala. Eu ia achar legal se Rooney Mara ganhasse o Oscar de Atriz e deixasse as torcidas da Streep e da Davis boquiabertas 😀

Nem estava torcendo por Mara na verdade. Sequer apostei nela. Mas é fato que seria bacana a azarona levar.

Óbvio que O Artista, com sua vitória mais do que antecipada, mas um tanto ameaçado por Hugo, levou a cobiçada estatueta de Melhor Filme, além de Ator e Direção. Pra completar, levou Figurino e Trilha Sonora também. Empatou com Hugo no número de estatuetas, mas o filme de Scorsese levou apenas prêmios técnicos: Direção de Arte, Fotografia, Efeitos Visuais, Edição e Mixagem de Som. Dois filmes que celebram a sétima arte foram os grandes vencedores da noite. Interessante.

Abaixo você confere a lista completa:

Filme: O Artista

Direção: Michel Hazanavicius, O Artista

Ator: Jean Dujardin, O Artista

Atriz: Meryl Streep, A Dama de Ferro

Ator Coadjuvante: Christopher Plummer, Toda Forma de Amor

Atriz Coadjuvante: Octavia Spencer, Histórias Cruzadas

Roteiro Original: Meia-Noite em Paris

Roteiro Adaptado: Os Descendentes

Filme de Animação: Rango

Filme Estrangeiro: A Separação

Fotografia: A Invenção de Hugo Cabret

Direção de Arte: A Invenção de Hugo Cabret

Montagem: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Maquiagem: A Dama de Ferro

Figurinos: O Artista

Trilha Sonora: O Artista

Canção Original: “Man or Muppet”, Os Muppets

Efeitos Visuais: A Invenção de Hugo Cabret

Mixagem de Som: A Invenção de Hugo Cabret

Edição de Som: A Invenção de Hugo Cabret

Fiquem com os trailers dos grandes vencedores da noite e, logo mais abaixo, o vencedor da categoria Curta de Animação: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, que é muito legal.

Kevin Kelissy

O Artista

O Artista diz muito, mesmo sem dizer quase nenhuma palavra. É repleto de matizes e tons, mesmo sem nenhuma cor. O filme celebra o cinema mudo e em preto e branco, prestando um tributo, com sua estética nostálgica, aos tempos em que os atores, devido à ausência de falas, se apoiavam unicamente nas expressões, no gestual, nos trejeitos, na comédia física, um tanto quanto caricatural, mas sem perder a graciosidade.

Por transmitir aquela magia dos velhos tempos do cinema, resgatando os primórdios da sétima arte, O Artista nos dá aquela doce impressão de que o cinema mudo nunca deveria ter sido totalmente desprezado. Se valendo por vezes de recursos metalinguísticos, desafia o status quo do cinema moderno e faz de conta que os diálogos e palavras são superestimados, afinal, no cinema, a imagem é o essencial. É nada mais do que a arte de contar uma boa história sem que os personagens precisem abrir a boca, através apenas de cenas inspiradas como é o caso do pesadelo do protagonista com o grande vilão do filme: o cinema falado. O espectador já percebe de antemão que se trata de um sonho, mas isso não tira nem um pouco do barato da seqüência que não só é uma das melhores do longa, como das mais brilhantes dos últimos tempos.

Michel Hazanavicius, aqui, parece compreender exatamente como seu estilo pode ser funcional, e o trabalha de modo criativo e inteligente. O Artista pode contar com um enredo simples e possuir um caráter genuíno, mas não é necessariamente ingênuo. A embalagem parece modesta, mas o conteúdo é até delicado. Há leveza no ritmo e na interpretação deliciosa de seu elenco. É um filme redondinho e minimalista, sem ser óbvio ou burocrático. Não é apenas mais um filme prescindível e nem por utilizar recursos do cinema antigo, significa que ele é antiquado e retrógrado. Muito longe disso. Retrógrado era o vencedor do Oscar do ano passado, O Discurso do Rei. Este, O Artista, é um filme mudo e preto e branco como não se fazia antigamente. Um filme simples e belo como quase não se faz mais atualmente.

Andrizy Bento

Uma poltrona macia, um balde de pipoca, alguns discos de vinil, umas revistas da Marvel e um encontro com Tarantino… De tudo um pouco ou nada disso