Arquivo da categoria: Resenhas

The Keepers

Após o sucesso estrondoso e o impacto causado por Making a Murderer, a Netflix aposta novemante no gênero documental. E, caros amigos, novamente um extraordinário acerto. Pode ser que a série trate de um assassinato acontecido em 1969, mas ela não se restringe apenas a isso. A história envolve homicídio,   abuso sexual,  e o impacto causado por uma professora em suas alunas que, quase cinquenta anos depois, se unem  para encontrar a resposta definitiva  para a pergunta que as atormenta: Quem matou Cathy Cesnik? Continuar lendo The Keepers

Mulher-Maravilha

Heroína mundialmente famosa e símbolo de protagonismo feminino, a Princesa Amazona dispensa grandes apresentações. Criada em 1942 pelo Dr. William Moulton Marston, sob o pseudônimo de Charles Moulton, e dividindo os holofotes com os icônicos Batman e Superman nas páginas das histórias em quadrinhos e, posteriormente, na telinha, por meio de desenhos animados e seriados em live-action, Mulher-Maravilha finalmente ganha as telas do cinema com um longa digno de seu título e importância. Continuar lendo Mulher-Maravilha

Blacksad

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“Há um monte de clichês sobre nós, gatos. Um deles é que possuímos nove vidas. A verdade é que eu nunca realmente quis descobrir se isso era verdade ou não”.

Descobri Blacksad em uma lista anticonvencional de melhores graphic novels de todos os tempos. Uma que, sabiamente, não incluía Watchmen,  Sandman ou V de Vingança. Estas estão presentes em todas as listas que elencam o crème de la crème da nona arte e, para falar a verdade, não precisam ser citadas toda vez. Há um universo vasto de graphic novels excelentes e pouco divulgadas que merecem ser descobertas e lidas. E Blacksad, roteirizada por Juan Diaz Canales e ilustrada, pintada e arte-finalizada por Juanjo Guarnido é um desses títulos.

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Z – A Cidade Perdida

Baseado no livro homônimo de não ficção, assinado por David Grann, a história do obstinado explorador britânico Percy Fawcett é levada às telas pela lente sutil e incomparável do cineasta James Gray, ganhando status de clássico instantâneo. Z – A Cidade Perdida é um épico de aventura com ares de blockbuster, um tipo raro de cinema que quase não se vê nos dias atuais.

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Old City Blues

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Roteirizada e ilustrada pelo jovem Giannis MilonogiannisOld City Blues surgiu como webcomic, ganhando, posteriormente, as páginas de uma publicação física pela editora Archaia Studio Pressi, a mesma de títulos como Artesia Os Pequenos Guardiões. O lançamento oficial do primeiro volume da série ocorreu em julho de 2011, nos Estados Unidos. Trazendo influências que saltam à vista de imediato – como Blade Runner e Akira – a HQ é ambientada em um futuro pós-apocalíptico e mescla cyberpunk com thriller policial, recorrendo a alguns lugares-comuns de ambos os gêneros.

A trama acompanha o trabalho do detetive Solano, que integra a divisão especial da polícia de New Athens, e faz o possível para manter a ordem em uma cidade mergulhada no crime, corrupção, tráfico de drogas, contrabando e cercada por poderosas corporações em pleno ano de 2048. A metrópole New Athens foi construída sobre as ruínas do que, outrora, foi a Grécia.

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Guardiões da Galáxia Vol. 2

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Existem dois tipos de seres no universo. Os que dançam e os que não dançam.

Peço licença para parafrasear Drax (Dave Bautista) e dizer que existem dois tipos de pessoas. As que gostam e as que não gostam de Guardiões da Galáxia. As que gostam, defendem que os longas se tratam de diversão descompromissada, de filmes cujo propósito é nos fazer retornar à infância, com uma overdose de tiradas cômicas, batalhas espaciais em profusão e personagens cativantes que despertam imediatamente o carinho e preocupação do público. Outros dizem que se trata de um embuste. E algumas das críticas dos (poucos) detratores vocais da franquia, se agravaram com a estreia deste segundo volume, garantindo que o baby Groot (Vin Diesel) e o foco demasiado nele existem apenas para vender colecionáveis; a trilha sonora retrô, ainda mais incrementada, está lá pelo mesmo motivo, o apelo comercial (uma estratégia para disponibilizar a soundtrack em fitas cassete); e que o novo exemplar da franquia se ampara nas mesmas fórmulas e conceitos que consagraram o primeiro. Sem nenhuma novidade, só que mais turbinado.

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