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O Que Vem Por Aí: Duna de Villeneuve – Star Wars Para Adultos

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Villeneuve, cujo trabalho mais atual é o excelente Blade Runner 2049, foi o escolhido para dirigir uma nova adaptação do clássico Duna

O diretor Denis Villeneuve – cujas credenciais recentes no gênero sci-fi são impecáveis, dada a resposta positiva da crítica para A Chegada e Blade Runner 2049 – decidiu alfinetar a estrela de maior grandeza da carreira do produtor, cineasta e roteirista George Lucas, a colossal e imbatível franquia Star Wars. Em entrevista para o site Fandom, no mês passado, Villeneuve definiu a saga espacial como infantil ao falar sobre sua vindoura adaptação do clássico literário de Frank Herbert, Duna, que, nas palavras do próprio, será um Star Wars para adultos.

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Vestidos de Espaço

Vestidos de Espaço

Já estamos em fevereiro, o mês do carnaval, e esse é o presente que quero lhes dar. Poucos sabem, mas o rock brasileiro dos anos 80 já contribuiu para a folia de momo. Vestidos de Espaço foi um projeto musical criado pelos Titãs, que queriam brincar com o carnaval. O, na época, octeto paulista sempre foi enaltecido por sua criatividade nas canções compostas. Continuar lendo Vestidos de Espaço

Caçada Até à Última Bala

Caçada até a ultima bala

Desde que os filmes derivados de histórias em quadrinhos mostraram ser um negócio lucrativo, figurando nos primeiros lugares do ranking de maiores bilheterias, os estúdios cinematográficos não perderam tempo em investir nesse filão. Até duas décadas atrás, adaptações cinematográficas de HQs tratavam-se de raridades que surgiam na telona de tempos em tempos. Agora, é comum Hollywood lançar de três a quatro longas baseados em quadrinhos por ano. É um fato que a nona arte vem influenciando a sétima arte desde seus primórdios. Mas o fenômeno inverso também vem acontecendo com certa frequência.

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Genocyber

Genocyber

Se você se recorda da longínqua década de 1990, deve-se recordar também que  foi a gloriosa Rede Manchete a responsável pelo boom das animações japonesas que dominaram a telinha da TV naquela época. Sobre o caráter pioneiro e inovador da emissora dos Bloch, eu já falei em outra ocasião, mas é fato que a explosão dos mangás e animes foi apenas uma das diversas tendências inauguradas pelo canal.

E foi com esse espírito desbravador (e necessitando desesperadamente de algo que alavancasse o faturamento da emissora), que a Manchete colocou Cavaleiros do Zodíaco no ar, em 1º de setembro de 1994. Logo, as outras emissoras de televisão resolveram embarcar nessa. Especialmente o SBT com Dragon Ball, Guerreiras Mágicas de RayearthFly: O Pequeno Guerreiro dentre outros. Deu-se início a uma verdadeira febre e não demorou para que as bancas de jornais fossem tomadas por Mangás (os quadrinhos japoneses), surpreendendo uma galera que não sabia que estes deveriam ser lidos de trás para a frente; e as editoras brasileiras lançassem mais e mais publicações voltadas para esse mercado e seu público, com longas reportagens especiais e curiosidades acerca das produções japonesas – é o caso, por exemplo, da saudosa revista Herói.

Os responsáveis pelo departamento comercial e de programação da rede Manchete, viram nessa tendência que ela própria inaugurou, não apenas uma galinha dos ovos de ouro, mas um fôlego a mais que garantiria uma sobrevida ao canal que já enfrentava a sua pior crise financeira e se via, dia após dia, prestes a falir. Resolveram, portanto, investir nesse gênero e, além de comprarem os direitos de exibição de outros clássicos como Sailor Moon Shurato, começaram uma aliança inédita com uma distribuidora americana de animações japonesas para o mercado de home video, a U.S. Manga.

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Até aí uma sacada genial, certo? Mas o pessoal da Manchete não sabia muito bem que tipo de produto estava comprando. E isso, logo viria a trazer complicações e dor de cabeça para os profissionais do departamento de edição…

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Vamos falar sobre o MCU?

Na ocasião de seus respectivos lançamentos e, mesmo alguns anos após, público e crítica eram unânimes em dizer que X-Men 2 e Homem-Aranha 2 eram alguns dos melhores e mais perfeitos filmes de heróis de todos os tempos ao lado do Superman de Richard Donner. Não era para tanto. Perfeitos, não. Talvez nem mesmo beirassem a perfeição. Talvez porque, naquela época, o pessoal acreditasse que aquele era o melhor que se podia fazer, o máximo que se podia alcançar em termos de adaptações de HQs para o cinema. Como se fala por aí: é o que tem para hoje.

X-Men 2

Os recursos ainda eram limitados e o orçamento não era de todo satisfatório. Histórias em quadrinhos eram vistas como coisa de público segmentado. Também era necessário que os filmes baseados nelas agradassem tanto os versados quanto os não-leitores de HQs e, por fim, aquele era apenas o início de um subgênero que, sem ninguém esperar, iria dominar as telonas nos anos subsequentes.

Agora, é bastante comum ver aqueles que antes elogiaram se tornarem detratores vorazes. Continuar lendo Vamos falar sobre o MCU?

The Number of the Beast – Iron Maiden

capa
Capa do disco

Data de lançamento: 22 de Março de 1982
Duração: 39:11
Faixas: 8 faixas
Estilo: Heavy Metal

Lado A:
Invaders
Children of The Damned
The Prisoner
22 Acacia Avenue

Lado B:
The Number of The Beast
Run To The Hills
Gangland
Hallowed Be Thy Name

Produção: Martin Birch
Engenheiro de som: Nigel Hewitt-Green
Capa: Derek Riggs
Gravadora: EMI

contra-capa
Contra-capa da versão brasileira, em vinil
Iron Maiden - lançamento de TNOTB
Festa de lançamento do álbum

Cabelos compridos, calças leggins, coletes de couro preto, botas, tênis superstar e munhequeiras são as características do heavy metal nos anos 80. Principalmente de bandas como o Iron Maiden, que fez parte do movimento conhecido como Nova Onda do Heavy Metal Britânico, que ainda tem ícones como o Motörhead, Girlschool, Saxon, Judas Priest, Samson, Def Leppard e Angel Witch. Essa expressão nasceu da revista Sound, somado à energia punk que as citadas bandas se inspiraram para fazer música entre o fim dos anos 1970 e inicio dos 1980. Continuar lendo The Number of the Beast – Iron Maiden