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Agents​ ​of​ ​SHIELD​ ​4×15​ ​-​ ​Self​ ​Control

A menos que você tenha sido tragado por um monolito e arremessado para Maveth nos últimos anos, deve ter ouvido falar na série estrelada por Phillip Coulson (Clark Gregg), o fanboy da Marvel que costumava colecionar figurinhas do Capitão América (Chris Evans) e morreu vítima de Loki (Tom Hiddleston) no primeiro filme dos Vingadores, lançado em 2012. Sua morte serviu para impulsionar a formação do supergrupo de heróis e o restante da história é bem conhecido. No cinema e na televisão.

Até agora, os Vingadores já estrelaram vários longas de sucesso (A Era de Ultron e Capitão América: Guerra Civil são alguns deles). Coulson, por sua vez, ressuscitou e, desde 2013, estrela Agents of SHIELD. Dispensável me prolongar em uma introdução sobre a série de modo a contextualizar este post. Para situar possíveis leitores perdidos que não fazem muita ideia acerca do seriado em questão, aí vão alguns dos meus artigos centrados em AoS e publicados por aqui:

Primeiras e decepcionantes impressões do seriado da Marvel em parceria com a ABC e a Mutant Enemy Productions

Dez razões para conferir a mesma série da qual falei mal

Primeira e segunda parte de um balanço da primeira metade da terceira temporada, um dos arcos mais interessantes desenvolvidos nesses quatro anos de produção

Melinda May

Agora, vamos ao que realmente interessa, o episódio 15 da quarta temporada, intitulado Self Control. E aqui vai uma dica preciosa: Se não assistiu, assista. Se você parou de ver SHIELD na primeira, na segunda ou na terceira temporada, assista mesmo assim. Se você nunca viu a série na sua vida, assista de qualquer forma.

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Vencedores do Oscar 2017 – Não existe vitória antecipada

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Ao comentar as minhas previsões para o Oscar 2017, no texto de ontem, eu relutei um pouco em usar a expressão vitória antecipada. Mas, no final das contas, enquanto editava o texto, decidi mantê-la. E errei. Como faço questão de salientar no título deste post, não existe vitória antecipada. Mesmo no Oscar em que o resultado tende a ser sempre tão previsível.

Na noite de ontem, vimos a história acontecer no palco do Dolby Theater. E não de maneira positiva. Em transmissão ao vivo, para milhões de espectadores do mundo inteiro (nem ouso estimar a quantidade), os atores Warren Beatty e Faye Dunaway anunciaram o ganhador do prêmio de melhor filme, a categoria máxima da noite. Uma confusão com os envelopes de melhor atriz e melhor filme gerou um momento constrangedor para todos os envolvidos. Beatty até percebeu que havia algo de errado, mas entregou o papel para que Dunaway lesse o nome do vencedor. Ela nem se deu conta que se tratava do envelope de melhor atriz, nem atentou para o nome de Emma Stone. Apenas leu em voz alta La La Land… quando o ganhador, na verdade, era Moonlight. Continuar lendo Vencedores do Oscar 2017 – Não existe vitória antecipada

Personalidade: John Hurt

O ator recebendo o BAFTA
O ator recebendo o BAFTA

Ele arrancou lágrimas do público com sua sensível e tocante performance em O Homem Elefante. Causou repugnância e horror tanto no público, quanto nos colegas de elenco desavisados quando um alienígena saiu de seu peito em Alien – O Oitavo Passageiro. Foi o tirano e fascista Chanceler Adam Sutler em V de Vingança e o simpático Olivaras em Harry Potter; o chefe do Serviço Secreto Britânico, Control, em O Espião Que Sabia Demais e a voz do Dragão de Merlin, da BBC; O War Doctor no especial de 50 anos de Doctor Who e Winston Smith em 1984; Professor Harold Oxley em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal e Professor Trevor Bruttenholm em Hellboy II: The Golden Army. Narrou as tramas de Dogville e Perfume: A História de um Assassinato. Foi considerado por David Lynch “simplesmente o melhor ator do mundo”.

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Personalidade: Ryan Adams

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Ele é uma anomalia da música alternativa. Surgiu nos anos 2000 como a aposta musical que salvaria o cenário já exaurido do country, no entanto, tornou-se um ícone do indie rock, gravou até mesmo disco de black metal e voltou às origens em 2011 com o disco Ashes & Fire. Lançou álbuns consagrados como o Heartbreaker (2000) e Rock n Roll (de 2003, que contém a bela faixa So Alive) e outros inexpressivos como Gold (2001) e Cardinology (2004). Teve seu nome confundido de maneira constante com o do canadense meloso Bryan Adams

Ryan Adams viveu um caso de amor e ódio com o mercado musical nos últimos anos. Largou a carreira por um tempo e escreveu livros de poesia. Casou-se e descasou-se com a estrela do clichê romântico adolescente Um Amor Para Recordar, Mandy Moore, e, recentemente, se envolveu com outra princesa do pop. Não a levou ao altar, mas fez sua releitura alternativa de 1989 da Taylor Swift – um álbum inteiro de covers do disco da cantora. Uma adaptação meio country-folk, meio The Smiths, tornando as canções suportáveis, audíveis e – olhem só! – até mesmo boas.

Tudo isso nos últimos dezesseis anos.

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