Personalidade: Ryan Adams

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Ele é uma anomalia da música alternativa. Surgiu nos anos 2000 como a aposta musical que salvaria o cenário já exaurido do country, no entanto, tornou-se um ícone do indie rock, gravou até mesmo disco de black metal e voltou às origens em 2011 com o disco Ashes & Fire. Lançou álbuns consagrados como o Heartbreaker (2000) e Rock n Roll (de 2003, que contém a bela faixa So Alive) e outros inexpressivos como Gold (2001) e Cardinology (2004). Teve seu nome confundido de maneira constante com o do canadense meloso Bryan Adams

Ryan Adams viveu um caso de amor e ódio com o mercado musical nos últimos anos. Largou a carreira por um tempo e escreveu livros de poesia. Casou-se e descasou-se com a estrela do clichê romântico adolescente Um Amor Para Recordar, Mandy Moore, e, recentemente, se envolveu com outra princesa do pop. Não a levou ao altar, mas fez sua releitura alternativa de 1989 da Taylor Swift – um álbum inteiro de covers do disco da cantora. Uma adaptação meio country-folk, meio The Smiths, tornando as canções suportáveis, audíveis e – olhem só! – até mesmo boas.

Tudo isso nos últimos dezesseis anos.

Com a cantora, ele guarda algumas semelhanças. Uma delas é o histórico de ex-amantes célebres. A lista de Taylor inclui Jake Gylenhaal, Joe Jonas e Tom Hiddlestone. A de Ryan, vai de Alanis Morissette até a atriz Winona Ryder, passando por Meg White dos White Stripes. Outra similaridade é o fato de corações partidos servirem de inspiração para suas músicas.

Mas sua vida amorosa passa longe de ser o item mais interessante de sua trajetória.

Com seus vocais marcantes e atormentados, estilo alt-rock, personalidade forte e sua estampa desleixada, Ryan é campeão em compor a trilha sonora perfeita para momentos conflituosos da vida e nos fazer refletir sobre eles. É ideal para as tardes chuvosas e ociosas regadas a muito café, fossa e melancolia. Sua voz penetra na alma; sua sensibilidade na composição e interpretação é um deleite para os ouvidos.

Ora, estamos falando do cara que provou que as músicas da Taylor Swift podem ser boas quando repaginadas! E isso é um grande feito.

ryan-adams

Nascido em Jacksonville, nos Estados Unidos, em 5 de novembro de 1974, o cantor, compositor e guitarrista iniciou sua carreira musical em uma banda punk chamada Patty Duke Syndrome. Após uma desilusão amorosa, passou a integrar o Whiskeytown cuja identidade musical tinha mais a ver com o estilo que ele mantém até hoje. Com a banda, ele lançou um disco que se tornaria um clássico desconhecido, um cult quase não ouvido: Pneumonia, álbum de encerramento (ou póstumo) do grupo, lançado em 2001. A banda acabou devido a conflitos internos de ordem artística e pessoal e ao abuso de drogas que os impedia de realizar um concerto decente. Pois é…

Passou a trabalhar em sua carreira solo e eis que surgiu um novo coração partido no meio do caminho, que o inspirou a lançar o disco Heartbreaker de 2000. Este álbum o transformou na nova promessa do alt-country.

Falando em discografia, com a banda The Cardinals, Ryan gravou alguns bons discos, como o Cold Roses (2005), o ótimo – porém, subestimado – Easy Tiger (2007) e Cardinology (2008). Este último também lançado em vinil.

Depois de causar surpresa, choque e até consternação em seus fãs ao regravar todas as faixas de 1989 de Taylor Swift em 2015 (inclusive com o álbum cover levando o mesmo título do original), não tem como não ficar ansioso para saber qual vai ser a próxima que Ryan Adams vai aprontar.

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Seja lá o que for, que venha com muito folk para acalentar nossas tardes tristes e frias, o brilhantismo que vem marcando sua trajetória e o converteu em ícone do cenário musical alternativo e a excentricidade que, bem, é o que lhe confere todo o charme.

😉

Andrizy Bento

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