The Flash: Rebirth

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Há alguns anos DC e CW firmaram uma parceria perigosa. A emissora norte-americana CW é famosa por se tratar de um canal teen, com uma pegada bem juvenil (leia-se: apegado a fanservice, guerras entre shippers e os famigerados triângulos amorosos). Já a DC, companhia de quadrinhos dona das historias dos icônicos heróis BatmanSupermanMulher-Maravilha e afins, tem um histórico respeitável e uma fanbase forte. Em 2012, a CW adaptou as histórias do Arqueiro Verde para a telinha. O personagem já havia dado o ar de sua graça no megahit Smalville e formado um par famoso com Chloe Sullivan, a melhor amiga de Clark Kent durante a sua longuíssima juventude, retratada durante dez anos em Smalville.

A série Arrow estreou há quatro anos e obteve um relativo sucesso. Com uma tonalidade sombria, a produção se aproximava mais de uma versão de Batman do que do Arqueiro. Até mesmo personagens que apareceram no primeiro filme da trilogia do Homem-Morcego assinada por Christopher Nolan participaram do seriado e ajudaram no seu fracasso. Arrow não tinha identidade própria e, para completar, foi criado um ship que nada agregou, destruindo uma das melhores personagens da série, Felicity Smoak.  O casal foi apelidado pelo fandom de Olicity e, admito, até mexe com meu coração, mas eu sei que Olicity foi péssimo para o desenvolvimento da trama.

Agora, você deve estar se perguntando: por que diabos ela está falando de Arrow em um texto sobre Flash? E lhes respondo: tenham paciência que eu vou explicar. Flash, spin-off de Arrow, arrebatou o mundo seriemaniaco há dois anos teve uma surpreendente finale. A produção derivada de Arrow é a que mais se aproxima da nona arte e é nela que algumas mudanças foram feitas e irão repercutir em todo mundo da DC/CW. O nosso velocista vermelho adquiriu, no fim da primeira e durante toda a segunda temporada, a capacidade de viajar no tempo e atravessar dimensões inaugurando, assim, um dos temas mais complexos dos quadrinhos da DC Comics, o Multiverso.

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Sem dar muito spoiler – vai que você ainda não conferiu o episódio final e vai me xingar no twitter dizendo que soltei dezenas de spoilers no post? Bem, lhes digo: Barry atravessa um grande momento de tristeza e, impelido para que essa tristeza não aconteça, ele volta no tempo para o momento que define toda a vida dele: a morte de sua mãe, Nora. Portanto, apaga toda a linha temporal que conhecemos. Qual é a repercussão disso no mundo das series da CW? Consertarão todos os erros cometidos em Arrow? Traremos Supergirl para a Terra 1? E como fica Barry nessa história?

Dúvidas pipocam na cabeça dos fãs e na minha também e espero que a maior beneficiária desse rebirth seja Arrow. Lembrando que o rebirth acontecido nos quadrinhos foi fundamental para o universo DC e lembro que as mudanças ocorridas nas HQs foram determinantes e definitivas, se é que vocês me entendem…

Adendo: volto em um futuro bem próximo com um texto sobre uma produção baseada em uma história de Harlan Coben, atual mestre do suspense.

Gaby Matos

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2 opiniões sobre “The Flash: Rebirth”

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