Mid Season: Mapa de Estreias – Parte 2

Essa é a segunda parte do nosso guia de estreias televisivas da temporada. Você pode conferir a primeira parte aqui.

Shadowhunters

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A nova investida da Netflix vem calcada em um sucesso literário –  a série de Cassandra ClareOs Instrumentos Mortais – e em um monumental fracasso cinematográfico baseado nos livros. Um diferencial que, em muitos casos, só incomoda o fã xiita. O nome já diz:  o programa de TV é uma adaptação da obra literária, onde o cânone da mesma pode sofrer alguma alteração para se encaixar no novo meio em que está sendo divulgado. A mitologia de Cassandra é riquissima – só o mais antenado dos fãs perceberá que a história nasceu de uma fanfic de Harry Potter. A história tem vida própria e ótimos personagens. Entretanto, os fãs mais puristas não admitem que se façam alterações para tornar a trama mais palatável para o formato televisivo e tudo para ele se transforma em um grande defeito. Se você não é do time dos xiitas, aproveite e curta bastante a série que você adora em uma nova versão.

Shades of Blue

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Como já citado anteriormente  em outros casos, o ator de cinema está correndo atrás de bons papéis na TV. Não sei formular uma boa teoria sobre isso. Quem sabe os entendidos de cinema possam responder com mais clareza do que eu. Mas agora é a vez da multifuncional Jennifer Lopez se arriscar. O piloto de Shades of Blue é bom. Ray Liota e Lopez estão extremamente convincentes. Mas será que ainda há espaço para a trama de uma policial corrupta, chantageada pelo FBI para pegar seus colegas e, principalmente, seu chefe que também é o seu pai substituto? O plot parece manjado.

Legends of Tomorrow

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Talvez a estreia mais aguardada da mid season. Agora Greg Berlanti lança o segundo produto derivado de Arrow onde novamente somos arremessados ao universo das HQs. Em Legends,  o mote é algo complicado: o tempo. Mais propriamente dizendo, linhas temporais. E, para isso, o trabalho de continuidade deve ser, no mínimo, impecável, de forma que as críticas não dominem toda a mídia e a possível história da série não seja mascarada. Admito que, como uma fã do gênero, já estou louca para saber o que será do Mestre do Tempo, Rip Hunter, e a trupe maluquete que ele formou nos episódios subsequentes.

The X-Files

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Arquivo X não é uma estreia, eu sei. É um clássico da televisão mundial. Mas talvez seja a volta mais esperada e a concretização de um sonho acalentado por muitos há anos. É a hora da busca pelas respostas que as nove temporadas anteriores não nos deram e todo o seriador que se preze tem uma curiosidade inerente por Arquivo X. A série é um marco e, arrisco dizer, que podemos dividir o mundo entre antes de e depois de The X-Files. A única serie que possui um poder comparável é Lost. E você aí, shipper como eu, saiba que dominamos o mundo após o surgimento dos protagonistas de Arquivo X: Mulder & Sculy. Se fizer uma enquete rápida, as shippers da minha geração tiveram como primeiro shipp essa duplinha de agentes. Aliás, o termo shipper surgiu com eles, portanto tudo começou ali. E uma série que tem em sua estreia uma citação clara à minha amada Fringe (que bebeu da fonte de Arquivo X em suas primeiras temporadas), já mereceria todo o meu apreço. E percebemos que tratamos com profissionais da coisa. A locução de David Duchovny, o Mulder, fazendo um resumo para os não-iniciados é um exemplo disso. Portanto, não temos um produto segmentado. Amém, Senhor!

Até a próxima!

Gaby Matos 

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