Personalidade: Leoni

Ele fez parte da primeira formação do Kid Abelha, em 1981, e ao lado de seus companheiros de banda – Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato – compôs hits memoráveis que embalaram momentos da vida de muita gente. É o caso de Pintura Íntima, Como Eu Quero e Por Que Não Eu?  Também foi um Herói da Resistência, ainda nos anos 80, nos trazendo mais uma série de belíssimas canções como Dublê de Corpo, Só Pro Meu Prazer e Esse Outro Mundo. Na década de 1990 seguiu em carreira solo, e os versos de Garotos II não saiam da cabeça da galera que repetia o refrão à exaustão. Tocou e cantou ao lado de gente do calibre de Cazuza, Herbert Vianna (Os Paralamas do Sucesso), Léo Jaime, Frejat (Barão Vermelho) e Paulinho Moska. Além disso, foi um dos idealizadores do ótimo projeto BB Covers, juntamente com João Barone (Paralamas), Toni Platão (Ex-Hojerizah) e Dado Villa-Lobos (Ex-Legião Urbana). Os músicos fizeram uma série de shows tocando clássicos dos Beatlescovers de muito estilo – sempre contando com participações especiais de outros talentosos nomes da nossa música.

Para completar, Leoni também se aventurou pela literatura. Em 1995 lançou o livro Letra, Música e Outras Conversas que reunia entrevistas realizadas com Renato Russo, Marina, Nando Reis, Adriana Calcanhoto, Herbert Vianna, dentre outros, no qual destacava o processo criativo desses ícones de sua geração.

Ao longo de mais de trinta anos de carreira, Leoni se tornou muito mais do que um autor de hits radiofônicos inesquecíveis. Com suas poderosas letras, cativante e inconfundível voz, aliadas a impecáveis arranjos, tornou-se um artista completo: compositor, intérprete e instrumentista. Sem falar na lucidez e coerência com que emite suas opiniões acerca de política, cultura e sociedade em sua página no facebook.

Leoni não só é um músico talentoso, como uma pessoa admirável, cujas composições representam uma parte importante da memória musical do país.

Abaixo selecionamos algumas das nossas canções favoritas de autoria da nossa personalidade do mês de abril.





Andrizy Bento
(colaborou: Adryz Herven)

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Demolidor (Marvel’s Daredevil)

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Admito que sou apaixonada por histórias em quadrinhos. Admito também que não li todas as HQs que eu queria. Tem alguns personagens que só conheci através de adaptações cinematográficas e talvez a mais infeliz delas tenha sido a do Demolidor, estrelada por Ben Affleck e lançada em 2003. Não vou entrar no mérito de qualidades ou defeitos do filme, vou apenas resumir: Ben não funcionou como Matt Murdock, especialmente porque a cegueira do personagem soava extremamente falsa, e adoramos ver um ator interpretando um cego como se realmente fosse. Nesse tipo de interpretação não se admite deslizes.

Então a Netflix, serviço de streaming que está se especializando em produzir grandes séries como House of Cards, alia-se à gigante Marvel e nos traz uma nova versão de  Demolidor. Acredito que foi um risco calculado. A Marvel queria reabilitar um personagem que trazia ao estúdio péssimas recordações de sua carreira cinematográfica praticamente impecável nos últimos anos. E vendo a storyline de Demolidor, percebe-se que ela se encaixa perfeitamente na atual mitologia da Marvel nas telas.

Matt Murdock (Charlie Cox, centenas de vezes melhor do que Ben) foi criado em um bairro perigoso chamado Hell’s Kitchen, situado em Nova York, a cidade que sobreviveu à batalha dos Vingadores contra Loki no filme de 2012 estrelado pela super equipe, e serve de cenário ideal para o surgimento de um vigilante. Seguindo a máxima de vigilantes que conhecemos, como o próprio Batman e Arrow, heróis da concorrente DC Comics, Murdock trabalha para proteger e salvar os moradores do bairro em que cresceu. Ainda criança, perdeu a visão em um terrível acidente, mas seus outros sentidos se aguçaram. Para a série, não podemos dizer necessariamente que foi apenas apertado um botão de recomeço. A Marvel enterrou definitivamente a existência do filme e deu ao personagem um novo início.

A série nos apresenta o homem, Murdock, em todos os sentidos. Acompanhamos sua história desde quando fica cego; como foi a sua infância antes e depois da cegueira; e como ele se torna o adulto que nós conhecemos: advogado durante o dia, justiceiro durante a noite. É impossível não torcer e gostar de Matt Murdock. Não percam a oportunidade de também se apaixonar pelo que ele se transforma: o Daredevil.

Adendo 1:: A série tem inúmeras vantagens por ser um produto Netflix. A qualidade típica dos produtos que levam o carimbo da marca é inquestionável

Adendo 2: Demolidor está completa, dessa forma já temos os 13 episódios para ver de uma só vez. Porém os hiatus são muito maiores.

Adendo 3: Dentre as reclamações minhas: estou no sexto episódio e ainda não vi o Stan Lee (fangirl assumida). E já estou louca pra ver o nascimento do Demolidor e sua roupa vermelha…

Gaby Matos

Fanmade: Jogos Vorazes – O Segundo Massacre Quaternário

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youtube é atualmente não apenas o mais famoso e acessado site de vídeos da internet, como também um poderoso canal de divulgação no qual muita gente talentosa posta seu material e torna seu trabalho conhecido. Um ótimo exemplo é o grupo MainStay Productions. Fundado em 2007, o grupo se dedica à produção de fanmovies – curtas-metragens baseados em sagas já conhecidas do grande público, principalmente oriundas da literatura e dos games. No canal do MainStay Pro no youtube vocês podem conferir todos os curtas realizados pela equipe. Há fanmovies baseados em Assassin’s Creed, G.I. Joe, Maximum Ride, A Culpa é das Estrelas, Jogos Vorazes, dentre outros. Deste último citado, eles realizaram alguns trabalhos bem interessantes como a webserie que narra a história de Finnick e Annie e The Second Quarter Quell, que retrata a vitória de Haymitch Abernathy nos Jogos Vorazes.

Eu já falei muito da série de livros escrita por Suzanne Collins neste blog (aqui, aqui e aqui), bem como da franquia cinematográfica derivada (aqui, aqui e aqui). Não escondo meu apreço e admiração pela obra, como provavelmente já deu pra notar.

Um dos personagens mais cativantes, em minha obscura opinião, é Haymitch Abernathy, o mentor de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos dois jogos que eles participaram. Além de Katniss e Peeta, ele é o outro único vencedor do paupérrimo Distrito 12. Embora funcione como alívio cômico em diversas passagens dos livros e filmes (nos quais é interpretado pelo ótimo Woody Harrelson), é um personagem complexo e profundo. Enfrenta sérios problemas com a bebida (seu único refúgio depois de anos de pesadelos que vieram como bônus por sua vitória nos Jogos Vorazes) e mesmo que tenha suas divergências com Katniss, possui uma relação fraternal com a protagonista. A despeito da hostilidade inicial que um sente pelo outro, vão desenvolvendo um vínculo sólido de amizade conforme a narrativa avança.

Haymitch teve seu nome sorteado justamente para o segundo Massacre Quaternário. Trata-se de uma edição especial dos Jogos que ocorre a cada 25 anos e oferece mais uma surpresinha nada agradável para seus participantes, de modo que o diferencie das edições comuns.  No ano de Haymitch, por exemplo, o dobro de tributos foi enviado para lutar até à morte na arena. Isto é, dois casais de cada distrito, ao invés de apenas um, totalizando 48 participantes. Indo contra todas as expectativas, Haymitch saiu vitorioso com uma jogada de mestre que você pode conferir no curta realizado pelo pessoal do  MainStay Pro.

Apesar de algumas limitações totalmente justificáveis (questões orçamentárias), o fanmovie é excelente por inúmeros motivos. Primeiramente, o ator que interpreta Haymitch é preciso em sua composição do personagem: carismático e ostenta um porte arrogante e cínico tal qual o dos livros e filmes. Esse trecho que conta a vitória de Haymitch está presente no segundo volume da série, o Em Chamas, mas infelizmente teve de ser limado do filme, pois o longa já tinha informação suficiente para apresentar, de modo que esse curta fanmade preenche uma lacuna deixada pela versão cinematográfica. Por último, mas não menos importante, está o gore. A franquia de filmes, por ser voltada para um público composto em sua maioria por adolescentes, não pode exagerar na violência. Um compromisso que a produtora independente MainStay não tem, portanto há doses cavalares de violência no vídeo e o combate é bem sangrento.

Confiram:

Visite o site oficial do grupo e curtam a fanpage no facebook para acompanhar as novidades sobre as produções.

Andrizy Bento

O que vem por aí: Star Wars – O Despertar da Força e Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

Os últimos dias foram agitados para a comunidade nerd. Além da contagem regressiva para a estreia de Vingadores – A Era de Ultron, foram lançados trailers impactantes de dois vindouros blockbusters: Star Wars – O Despertar da Força e Batman Vs Superman – A Origem da Justiça.

Ambos os teasers são dignos de nota. Em uma era de trailers repletos de spoilers e cenas épicas que seriam muito mais interessantes se conferidas primeiramente na tela do cinema, tanto o de Star Wars quanto o de Batman Vs Superman são bem cortados, não entregam muito das respectivas tramas e ainda aguçam a curiosidade dos fãs e do espectador comum que não conhece muito acerca dos filmes prévios da saga de George Lucas ou dos quadrinhos dos heróis mais famosos de todos os tempos.

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Star Wars – O Despertar da Força – sétimo filme de uma das franquias mais rentáveis e bem-sucedidas do cinema – se passa cerca de trinta anos depois de O Retorno de Jedi (derradeiro capítulo da trilogia original e sexto na ordem cronológica da saga). A sinopse oficial ainda não foi divulgada, mas há algumas informações sobre a trama. O que se sabe é que os lendários personagens Han Solo e Chewbacca vão liderar um grupo de buscas por Luke Skywalker que está desaparecido. Vários elementos e locações clássicas que compõem a rica mitologia da série prometem dar o ar de sua graça, como é o caso do planeta gelado de Hoth.

No elenco estão Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Peter Mayhew e Kenny Baker que reprisam seus papéis consagrados nos filmes anteriores, além de John Boyega, Daisy Ridley, Adam Driver, Miltos Yerolemou, Gwendoline Christie, Lupita Nyong’o, Oscar Isaac, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Max von Sydow e Peter Mayhew.

Confira o trailer:

O filme, dirigido por J.J. Abrams (também responsável pelo renascimento da franquia cinematográfica Star Trek), tem lançamento marcado para 17 de dezembro de 2015 no Brasil.

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Batman Vs Superman – A Origem da Justiça, que reúne os dois icônicos heróis da DC Comics, se passa depois dos eventos ocorridos em Man of Steel de 2013. Na trama, Clark Kent, o alterego de Superman, tenta levar uma vida pacata como jornalista, mas é constantemente forçado a deixar o emprego para salvar o mundo. Entretanto, quando um grande evento ocorre, Clark encontra-se com Bruce Wayne, o Batman, mas esse encontro não promete ser amistoso.

Henry Cavill repete o papel de Superman que viveu em Man of Steel. Já Ben Affleck faz seu début como Batman. No elenco também se encontram Jesse Einsenberg como o vilão Lex Luthor, Gal Dadot interpretando a Mulher-Maravilha, Ezra Miller vivendo o Flash, Ray Fisher na pelo de Ciborgue e Jason Momoa como o Aquaman. Este filme funciona como o embrião de um longa da Liga da Justiça, o supergrupo de heróis da DC Comics.

Abaixo, o trailer:

Dirigido por Zack Snyder (o mesmo de Man of Steel), Batman Vs. Superman – A Origem da Justiça deve estrear em 24 de março de 2016 nos cinemas brasileiros.

Andrizy Bento

The Returned (US)

Dentre os dogmas do universo das séries, está o de que as produções europeias, geralmente inglesas, são de uma qualidade ímpar. Mais ou menos três temporadas atrás fomos arrebatados por uma dessas séries europeias e, de quebra, surpreendidos pela origem dela: França. Trata-se de Les Revenants. Outro dogma, talvez indelével, é que os remakes americanos dos produtos europeus são de uma qualidade inferior.

Então um grande susto tomou minha alma de seriadora:  como assim os americanos vão fazer um remake de Revenants? admito que eu tinha certeza que isso não daria certo. Mas, como vocês sabem, eu tenho uma obsessão por pilotos. Simplesmente não resisto. E assim fui encarar o piloto da A&E (canal que transmite Bates Motel) que conta com Carlton Cuse como produtor executivo, o mesmo cara que assinou a lendária Lost.

Estava cercada de dúvidas antes de conferir o piloto. Será que os americanos vão mudar tudo? estrutura, personagens…? E, para minha surpresa, mais de cabeça fria, vi que os pilotos, tanto da série francesa quanto da americana, são religiosamente iguais. Até mesmo nos erros. Saquei que isso foi feito de propósito.

Não sei se os americanos estão preparados para o ritmo mais lento característico dos programas da Europa. É um risco que  Cuse se mostra disposto a correr e espero que ele saia vitorioso nessa. E que o público americano compre essa história cercada de suspense, tensão e medo. Eu sei que as pessoas que viram a versão francesa vão dizer: Ah, Gaby! Pra que ver de novo algo tão similar ao original? Encare como aperitivo para a segunda temporada da francesa que já está em produção.

Gaby Matos

[Revisão] A Esperança – Parte 1

Atrasei a resenha de A Esperança – Parte 1 em alguns meses, é verdade.  Mas finalmente ei-la:

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Depois de ser resgatada da arena do Massacre Quaternário pelos rebeldes no final de Em Chamas, Katniss (Jennifer Lawrence) recebe de seu amigo Gale (Liam Hemsworth) a notícia de que o Distrito 12, onde residia, foi bombardeado. Os poucos sobreviventes, alguns deles resgatados pelo próprio Gale, encontraram refúgio no Distrito 13. Aliás, esta é a segunda notícia impactante que Katniss recebe: O Distrito 13 ainda existe; não foi dizimado durante a primeira rebelião como todos acreditavam. Contudo, ele permanece firme e forte apenas no subterrâneo, independente da Capital. A superfície ainda exibe os destroços do bombardeio, de modo a omitir sua existência.

O drama de Katniss – além do fato de ter consciência de que seu último ato na arena atiçou ainda mais a fúria do presidente Snow (Donald Sutherland), desencadeando uma verdadeira guerra – é que Peeta (Josh Hutcherson) não foi salvo, portanto está nas mãos do poder da Capital. A princípio não faz ideia se ele sobreviveu ou não. Mas quando finalmente tem a confirmação de que está vivo, teme por sua segurança e integridade. Para completar, os rebeldes do Distrito 13 estão organizando uma resistência e a querem como símbolo da revolução, o Tordo. A missão da Presidente do 13, Alma Coin (Julianne Moore), juntamente com Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman), é tentar convencê-la. Ela reluta a princípio, mas quando finalmente aceita, impõe algumas condições. Concessões são feitas em favor do Tordo. Agora o jogo não é mais o mesmo dos capítulos anteriores. É o início de uma guerra sangrenta em que vidas inocentes não serão poupadas. Katniss e os rebeldes almejam derrubar a Capital e destruir o império do presidente Snow que, por sua vez, não pretende medir esforços para contra-atacar.

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Peeta se torna um joguete nas mãos da Capital. Não muito diferente disso, Katniss também é vista como um instrumento que os revolucionários querem manipular, mas sua natureza impulsiva e rebelde a faz questionar as intenções de Coin por trás de tudo. Sendo a garota em chamas ou o tordo, ela se dá conta amargamente de que sua vida continua sendo usada em favor de um espetáculo, desta vez ainda mais dramático e sensacionalista, e tudo o que realmente quer é proteger sua família  e salvar o povo inocente das atrocidades do presidente de Panem.

Dividir um livro relativamente curto em dois filmes (uma tendência que vem imperando em Hollywood no que diz respeito às adaptações cinematográficas de sagas literárias YA) é uma sacada que apresenta apenas vantagens comerciais. Obviamente rende mais bilheteria e retorno para o estúdio. Em contrapartida, enfraquece a narrativa, diluindo o impacto que poderia causar no espectador se optassem por contar toda a história de A Esperança em apenas um filme, como deveria ser. De modo que este A Esperança – Parte 1 soa como um longo prólogo para o capítulo final. Há mais espaço para apresentar e desenvolver os novos personagens, é verdade. Além de tempo suficiente para se concentrar na preparação do tordo, na produção das vinhetas da rebelião que invadem a programação televisiva da Capital e no resgate dos reféns que estão sob o domínio de Snow. Mas não deixa de dar a impressão de que o longa fica pelo meio do caminho. Embora o desfecho tenha sido conduzido de maneira acertada e deixe o espectador salivando pelo próximo.

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Visualmente, o filme é digno de aplausos. Este terceiro capítulo da franquia cinematográfica baseada nos livros de Suzanne Collins, é mais bem-sucedido no retrato de um futuro pós-apocalíptico. Os tons cinzentos, a atmosfera sombria e melancólica contrastam totalmente com os matizes mais vivos dos filmes anteriores (que procuravam dar mais foco à representação de uma sociedade hedonista e alienada). Excelente composição cromática. Outro acerto está na violência gráfica e o impacto visual causados pelas sequências do bombardeio no Distrito 8 e os confrontos entre pacificadores e rebeldes. Bem hardcore para um filme destinado aos adolescentes.

Aliás, o que eu não me canso de dizer sobre esta franquia, seja na literatura ou no cinema, é o fato de ser um produto para as massas, mas que lança luz sobre questões pertinentes e de extrema relevância. Os jogos políticos, as consequências da guerra, o poder da mídia e da publicidade são muito bem representados.  A ação, desta vez, é mais lenta. Mas o contexto sócio-político compensa bastante. A narrativa se mantém inteligente e as reviravoltas do roteiro garantem bons momentos de tensão.

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O elenco continua sendo dos maiores trunfos da série. Todos os atores desempenham seus papéis de maneira convincente.  Julianne Moore, embora contida, é um ótimo acréscimo. Elizabeth Banks (que interpreta Effie Trinket) e Woody Harrelson (na pele de Haymitch Abernathy, um dos personagens mais carismáticos) ainda são responsáveis pelos momentos mais engraçados, leves e dão um toque maior de humanidade e realismo para a trama. Destaque também para o saudoso Philip Seymour Hoffman, mantendo o tom enigmático do episódio anterior, mas com intenções mais transparentes. Dispensável dizer que o trio de protagonistas continua funcional. Liam Hemsworth ainda precisa treinar melhor seus dotes dramáticos, mas fez seu dever de casa direitinho. Josh Hutcherson, embora tenha pouco tempo de tela, cumpre bem seu papel como de costume. Jennifer Lawrence, ótima atriz, acaba se excedendo em algumas passagens, pecando nas expressões faciais e na dramaticidade de sua personagem. Mas tem pelo menos um momento realmente belo, no qual entoa versos da canção The Hanging Tree, tão significativa para essa história.

É melhor do que o primeiro Jogos Vorazes (2012), mas fica longe da excelência do segundo capítulo, o Em Chamas (2013). De qualquer forma, é um entretenimento inteligente e que vale ser visto e revisto. Precisamos de mais sagas literárias e cinematográficas como esta dedicadas ao público adolescente. Não só pela abordagem inventiva de temas tão intrínsecos à própria realidade à nossa volta, como pelo tratamento de respeito ao espectador, jamais negligenciando ou ferindo a inteligência do público.

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E que venha A Esperança- Parte 2 que promete um desfecho surpreendente!

Andrizy Bento