Downton Abbey – Ao longo das temporadas…

Ser viciado em séries é um negócio estranho. Você as ama como se aquela historia fizesse parte da sua vida. E de alguma forma ela faz, se analisarmos o quanto esperamos por sua volta depois dos famigerados hiatus. E o quanto sentimos a morte dos nossos personagens mais queridos.

Uma dessas séries que se tornaram queridas para mim é Downton Abbey. Conhecemos aquela doce família há quatro anos. Alguns não entendem o motivo de aquela casa ser tão atraente para o público. É uma história que se passa no inicio do século XX. Mais precisamente no dia que se tem notícia do naufrágio do Titanic. Vimos aquela família perder o chão com as mortes, uma vez que o herdeiro da família morreu no naufrágio, e diante desse plot somos apresentados aos Crawley.

Quem herdará Downton já que o atual conde teve o “desprazer” de ter apenas filhas e, segundo a lei da época, mulheres não poderiam herdar os espólios da família?

O que será daquela casa? Com isso em mente, vemos o outro lado dos Crawley, o que será feito dos inúmeros empregados? Dessa forma, nos vimos íntimos de Carson e sua trupe, isto é, o lado B de Downton Abbey.

E assim viramos uma espécie de amigos que sabemos de tudo que se passa na casa, mas não podemos interferir. Ai se pudéssemos interferir. Ai se pudéssemos dar um sacode em Lady Mary quando ela rejeita Matthew no fim da primeira temporada. Como torcemos por Sybil e Branson, o chofer. E como torcermos para que Edith deixasse de ser recalcada e fosse feliz.

No ano seguinte, temos como plot a Europa em meio à Guerra e Downton passa por um período de turbulência. Matthew fica noivo de outra e Mary noiva de um pedante que só quer casar com o título da família de Mary, No lado B, o sofrimento de Bates e de sua amada Anna; e a senhora Pattmore sem saber o motivo de não enxergar mais como antes. O funcionamento de qualquer lado daquela casa interfere no andamento dela como um todo.

Pensamos que na terceira temporada, as coisas serão mais calmas. Mary e Matthew finalmente se casam. Sibyl e Branson também, mas aquela família…

Sybil morre. Matthew morre no famigerado episódio de Natal. Edith é abandonada no altar…

Como voltar a ver nossa querida série inglesa? Como imaginar Downton Abbey sem Matthew e Mary? Você faz juras de que nunca mais verá aquela série (e você é pega na mentira). Ficamos naquela “Eu só vou ver como eles resolveram as coisas no primeiro episódio, depois abandono”. E, de repente, você é pego envolvido novamente pela trama dos Crawley. Não tem como deixar de lado o interesse em ver os pequenos George e little Sybil crescerem, ou perder as tiradas da nossa amada Lady Violet e, sim, você se vê capaz de torcer por um casal novo, mesmo que no ano passado você tenha pensado que isso seria como trair Matthew.

Mas sim, você se pega torcendo para que Mary se apaixone novamente e, quem sabe, por Branson? Não dá para viver sem as doces intrigas do lado B da casa. Não tem como não achar fofo Edith e o seu namorado querendo virar alemão pra poder se casar com ela.

Se Edith soubesse o quem vem por aí, impediria essa loucura de seu amor. Quem dera pudéssemos dizer aos dois  que fugissem dessa enrascada.

Portanto amigos, admito, é impossível largar Downton Abbey. Da mesma forma que, pra mim, é impossível largar aquela série , daquela showrunner que não deve ser nomeada. Vou sussurrar no ouvido de vocês (Grey’s Anatomy), mas não  contem pra ninguém. É o nosso segredo.

Até a próxima!

Gaby Matos

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2 comentários em “Downton Abbey – Ao longo das temporadas…”

  1. Nossa Gaby, não creio que eu também me pego as vezes torcendo para que a Mary tenha alguma coisa com o novo cara que está interessado nela ou o Branson. Pensei que fosse a única que tinha visto um carinho entre ela e o Branson! lol

    Adoro o lado B, principalmente os empregados mais novos! Gosto até mesmo do Thomas. Fico fascinada pelas engenhocas antigas da cozinha da Patmore.

    Violet e o seu humor inglês!!! Impagável.

    Odiava a Edith na season 1, mas depois passei a gostar dela nas outras temporadas.

    Nem me fale das mortes do Matthew e da Sybil, chorei.

    Mas acho que o que me encanta além dos personagens é justamente o clima de novelão, acrescido de uma atmosfera estilo livros da Jane Austen.

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