Trailer de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido

O primeiro trailer de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past) foi lançado na manhã desta terça-feira. Apesar de não trazer muitas novidades, dá a ideia de um filme promissor. O foco é no drama dos inúmeros personagens, ao invés de contemplar apenas ação e efeitos especiais. Para um primeiro trailer, está bem competente.

O novo filme dos mutantes conecta a trilogia composta por X-Men (2000), X-Men 2 (X2: X-Men United, 2003) e X-Men: O Confronto Final (X-Men: The Last Stand, 2006) ao filme X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011) – prequel da trilogia. A trama é baseada no arco de histórias clássico dos quadrinhos, Dias de um Futuro Esquecido, que aborda o conceito de viagem no tempo e se tornou uma das mais importantes e populares histórias dos X-Men. O filme é dirigido por Bryan Singer (diretor dos dois primeiros filmes da franquia) e conta com nomes como Patrick Stewart, Ian McKellen, James McAvoy, Michael Fassbender, Hugh Jackman, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult, Anna Paquin, Ellen Page, Shawn Ashmore, Halle Berry e Peter Dinklage no elenco.

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido tem previsão de estreia para 23 de maio de 2014 nos cinemas. Confira o trailer:

 

Andrizy Bento

Personal Demons – Lisa Desrochers

Esse livro se encontrava na minha estante não sei por que cargas d’água. Nunca tive o interesse de lê-lo realmente, mas algumas amigas e membros de groups de livros no facebook dos quais participo, me diziam para dar uma chance. Protelei. Até que finalmente me vi com algum tempo disponível para dar uma oportunidade para um livro que eu julguei mal desde a capa. E, apesar de muitas vezes concordar com o velho ditado, em relação a Personal Demons eu não poderia estar mais certa.

O destino deste livro é o sebo mais próximo. Espero trocá-lo por algum título mais interessante.

Mas vamos à resenha… Afinal, não dá para dizer que algo é simplesmente ruim sem ter argumentos que fundamentem a opinião.

Existe uma diferença entre livros bobos que se assumem bobos e livros bobos que parecem se levar a sério demais. Personal Demons (que no Brasil recebeu o título de Amor Infernal) se encaixa, infelizmente, na segunda categoria. A autora Lisa Desrochers tenta se aprofundar em um assunto controverso e bastante delicado – além de complexo – sem ter o devido conhecimento do assunto e, dessa forma, entregando ao leitor uma trama extremamente mal estruturada.

O maniqueísmo e o triângulo amoroso (clichês em livros do gênero) são mecanismos levados ao limite; abusando de metáforas simplistas e óbvias que evidenciem as representações do bem e do mal, do certo e do errado, resultando em uma forçação de barra tremenda. E é exatamente por isso que a coisa desanda, mais precisamente no momento em que a autora tenta levar o leitor a um momento de reflexão acerca de anjos, demônios, céu, inferno, escolhas, premonições e influência das massas.

Se o livro não tivesse essa pretensão de querer provocar um debate acerca de questões de ordem filosófica e religiosa, além de dúvidas existencialistas, e fosse apenas mais um romance de banca título YA Lit com temática sobrenatural, embarcando na brincadeira que a confusão da protagonista entre o demônio sedutor e o adorável anjo parece sugerir nos primeiros capítulos, estaria tudo bem. Mais um entretenimento escapista que não provoca nenhuma análise ou exige muito do leitor, nenhuma literatura edificante.

Mas esse desejo de querer se aprofundar em temas densos, com personagens tão razoavelmente construídos e uma linguagem que parece oriunda de fanfics ruins, acaba provocando o efeito contrário e a narrativa se torna superficial.

A autora aparentemente não tem nenhum domínio dos temas dos quais tenta tratar. E também não sabe para onde correr. Para mais uma fantasia adolescente com triângulo amoroso como mote, tendo uma mocinha assustada, indecisa, mas manipuladora como protagonista, e dezenas de doses de sexualidade implícita e explícita na história? Ou para as discussões profundas e controversas a respeito do ocultismo, da religião, daquilo que não podemos ver ou tocar, que está além de nossa percepção ou alcance, da existência de um mundo de seres divinos e demoníacos além do nosso?

Se Sussurro (Hush Hush; Becca Fitzpatrick) investiu em anjos e arcanjos numa narrativa assumidamente superficial e com a única intenção de divertir as adolescentes com o relacionamento confuso e regado a demonstrações de ciúmes da personagem principal com seu guardião angelical (com intenções nada angelicais), Personal Demons erra ao tentar dar mais profundidade e substância a um texto que não consegue se sustentar, com rivais que chegam a irritar com sua onipotência, pretendendo passar sem ser percebido como mais um livro de romance adolescente. E é o que ele é.

Não que eu esteja afirmando que Sussurro tenha um texto mais substancial, uma trama mais consistente, que a história tenha mais conteúdo. Não. Apenas que Fitzpatrick assume descaradamente em cada linha de seu livro que se trata de mais um romance de banca moderninho com elementos sobrenaturais, uma leitura fácil. Ela não tenciona criar uma mitologia pretensiosa nem nada do gênero. O contrário acontece com Personal Demons, um livro pedante cuja maior ambição (e erro também) é querer ser uma grande história de suspense, terror, romance e com espaço para divagações espirituais. Vira apenas uma salada de temas mal trabalhados, esquecível e desnecessário.

Andrizy Bento

Em Chamas – Suzanne Collins

Eu costumo pegar essas séries de livros YA Lit com atraso. Um exemplo clássico é Harry Potter, como já citei aqui em posts passados. Portanto, enquanto A Esperança (Mockingjay no original), o melancólico capítulo final da saga Jogos Vorazes, já estava nas livrarias há algum tempo, sendo um êxito de vendas e figurando há algumas semanas na lista dos best-sellers da revista Veja, eu acabava de concluir a leitura de Em Chamas, segundo volume da série.

Ontem eu decidi pegar o livro novamente, dar uma folheada e acabei relendo alguns dos meus trechos favoritos, como o diálogo entre o presidente Snow e Katniss logo no início do livro; as cenas que envolvem Finnick, um dos meus personagens favoritos; a passagem que conta como o bêbado e cínico Haymitch conseguiu vencer os Jogos Vorazes; e a última jogada de mestre de Katniss na arena. Sendo assim, decidi escrever esta resenha.

Eu já falei a respeito de Jogos Vorazes por aqui e, no geral, os meus comentários foram bastante positivos. E desta vez não é diferente. Em Chamas mantém o ritmo dinâmico e a narrativa densa e impactante que consagraram o primeiro volume da série. Só que agora a tensão é ainda maior.

Devido à intensa carga dramática e a alta dosagem de violência contida na história, o público-alvo pode precisar de momentos de leveza para respirar, então pode conciliar a leitura com um suave Hush Hush da vida, ou com uma aventura como Instrumentos Mortais. Isto se você for como eu, que costuma ler dois livros ao mesmo tempo.

Mas para quem não fraquejar diante da densa trama pontuada por passagens agressivas e tortuosas de Suzanne Collins, conseguirá engolir o livro em poucas horas a despeito de suas 416 páginas.

Katniss Everdeen (a garota quente) e Peeta Mellark (o garoto do pão) conseguiram realizar o impensável: saíram vitoriosos dos Jogos Vorazes. Claro que não foi uma tarefa fácil, afinal eles tiveram de sujar as mãos com o sangue dos demais competidores, convencer a Capital com a história de que estavam apaixonados (o que se tornou uma estratégia certeira para que ambos permanecessem vivos, mas também transformou suas vidas em um entretenimento que se estendeu além dos Jogos), e o pior de tudo, desafiaram a Capital que não está nem um pouco satisfeita ou feliz com a vitória dos tributos do Distrito 12, o mais paupérrimo de todos os distritos que compõem Panem.

Logo no início da trama, o presidente Snow faz uma visita à Katniss que agora mora na Aldeia dos Vitoriosos junto de sua família, dispondo de luxo e conforto que jamais conheceu antes dos Jogos. A visita não é aleatória. Ele vem para lhe dar um alerta, afinal seu desempenho nos Jogos abriu os olhos da nação e ideias de levante e revolução andam fervilhando nas cabeças dos habitantes de diversos distritos. Ele pede que ela seja mais convincente em sua farsa dos “Amantes Desafortunados”, o título atribuído ao trágico romance entre Peeta e Katniss na arena. Dessa forma, fazer com que todos acreditem que seu último ato nos Jogos Vorazes foi impulsionado pela paixão que sentia por seu parceiro e não que ela estava tentando desafiar a Capital. Katniss se vê obrigada a manter a encenação e continuar dentro da personagem se quiser o bem-estar de sua família, das pessoas que ama e de toda a nação.

O preço de sua vitória nos Jogos Vorazes gera inúmeras consequências e conflitos, tanto de ordem política e social (se alguém do Distrito 12 é capaz de confrontar a Capital, o que impedirá que habitantes de outros distritos façam o mesmo?), como pessoal, uma vez que toda a história do romance acaba por prejudicar seu relacionamento com o melhor amigo Gale, colocando em jogo seu afeto e amizade por ele, em favor de uma estratégia de sobrevivência dentro e fora da arena.

E como nada está tão ruim que não possa piorar…

A protagonista nem teve tempo (talvez jamais tivesse, na verdade) de se recuperar do trauma dos Jogos e se vê tendo de voltar a eles para o Massacre Quaternário. A cada vinte e cinco anos, é realizada uma edição especial dos Jogos Vorazes. E, não por coincidência, a surpresa da edição especial desta vez é que vencedores de edições anteriores, um homem e uma mulher de cada distrito, devem voltar para a arena. Como Katniss é a única garota do Distrito 12 a ter vencido, sobra para ela. Peeta, por sua vez, se voluntaria no lugar de Haymitch Abernathy que foi o nome sorteado. Obviamente, o Massacre Quaternário é ainda mais violento e cruel ao transformar a luta pela sobrevivência dos tributos vencedores em um entretenimento atroz. A intenção é matar Katniss a todo custo pelo que ela representa para toda a sociedade. A garota quente é, afinal, a fagulha capaz de provocar um incêndio. Seus gestos e atitudes tiveram um efeito catalisador, representaram o estímulo necessário para o início de uma revolução. Agora, a desafortunada protagonista consegue perceber realmente do que os poderosos são capazes. Porém, o que Snow não contava, é que houvesse tantas pessoas ao lado de Katniss, dispostos a dar suas próprias vidas por ela.

O texto de Collins é ágil e inteligente, e a crítica à sociedade é ainda mais aguda e acentuada do que no primeiro volume. A adição de personagens carismáticos como Finnick Odair e Johanna Mason, além de um melhor desenvolvimento de Haymitch (com direito a um brilhante background do personagem) enriquecem a trama. A autora optou por uma linguagem simples que vai direto ao ponto, sem delongas ou floreios, trazendo dinamismo e crueza à narrativa. O drama, a violência, a crítica social – elementos fundamentais da obra – são bem trabalhados, apresentando um preciso equilíbrio entre momentos de tensão e leveza.

O mote continua sendo a luta pela sobrevivência em uma sociedade tirana. E, para isso, recorre a mecanismos interessantes para a construção de uma distopia plausível. Os reality shows, a guerra, o sensacionalismo, a opressão e manipulação das massas, o fato de ser vigiado o tempo todo pelos olhos de um regime totalitário, perdendo sua liberdade e autonomia como indivíduo, além de referências explícitas à mitologia romana, são alguns dos temas que, costurados ao elemento central, compõem um universo crível e uma trama envolvente, cuja força reside principalmente nos personagens.

Suzanne Collins acerta a mão, conduzindo de maneira segura e impressionante sua história e deixando todos os leitores ansiosos pela parte final da trilogia. E é isso que uma boa autora de sagas literárias faz.

A adaptação para as telas de Em Chamas estreia em 15 de novembro de 2013 nos cinemas brasileiros.

Andrizy Bento

Downton Abbey – Ao longo das temporadas…

Ser viciado em séries é um negócio estranho. Você as ama como se aquela historia fizesse parte da sua vida. E de alguma forma ela faz, se analisarmos o quanto esperamos por sua volta depois dos famigerados hiatus. E o quanto sentimos a morte dos nossos personagens mais queridos.

Uma dessas séries que se tornaram queridas para mim é Downton Abbey. Conhecemos aquela doce família há quatro anos. Alguns não entendem o motivo de aquela casa ser tão atraente para o público. É uma história que se passa no inicio do século XX. Mais precisamente no dia que se tem notícia do naufrágio do Titanic. Vimos aquela família perder o chão com as mortes, uma vez que o herdeiro da família morreu no naufrágio, e diante desse plot somos apresentados aos Crawley.

Quem herdará Downton já que o atual conde teve o “desprazer” de ter apenas filhas e, segundo a lei da época, mulheres não poderiam herdar os espólios da família?

O que será daquela casa? Com isso em mente, vemos o outro lado dos Crawley, o que será feito dos inúmeros empregados? Dessa forma, nos vimos íntimos de Carson e sua trupe, isto é, o lado B de Downton Abbey.

E assim viramos uma espécie de amigos que sabemos de tudo que se passa na casa, mas não podemos interferir. Ai se pudéssemos interferir. Ai se pudéssemos dar um sacode em Lady Mary quando ela rejeita Matthew no fim da primeira temporada. Como torcemos por Sybil e Branson, o chofer. E como torcermos para que Edith deixasse de ser recalcada e fosse feliz.

No ano seguinte, temos como plot a Europa em meio à Guerra e Downton passa por um período de turbulência. Matthew fica noivo de outra e Mary noiva de um pedante que só quer casar com o título da família de Mary, No lado B, o sofrimento de Bates e de sua amada Anna; e a senhora Pattmore sem saber o motivo de não enxergar mais como antes. O funcionamento de qualquer lado daquela casa interfere no andamento dela como um todo.

Pensamos que na terceira temporada, as coisas serão mais calmas. Mary e Matthew finalmente se casam. Sibyl e Branson também, mas aquela família…

Sybil morre. Matthew morre no famigerado episódio de Natal. Edith é abandonada no altar…

Como voltar a ver nossa querida série inglesa? Como imaginar Downton Abbey sem Matthew e Mary? Você faz juras de que nunca mais verá aquela série (e você é pega na mentira). Ficamos naquela “Eu só vou ver como eles resolveram as coisas no primeiro episódio, depois abandono”. E, de repente, você é pego envolvido novamente pela trama dos Crawley. Não tem como deixar de lado o interesse em ver os pequenos George e little Sybil crescerem, ou perder as tiradas da nossa amada Lady Violet e, sim, você se vê capaz de torcer por um casal novo, mesmo que no ano passado você tenha pensado que isso seria como trair Matthew.

Mas sim, você se pega torcendo para que Mary se apaixone novamente e, quem sabe, por Branson? Não dá para viver sem as doces intrigas do lado B da casa. Não tem como não achar fofo Edith e o seu namorado querendo virar alemão pra poder se casar com ela.

Se Edith soubesse o quem vem por aí, impediria essa loucura de seu amor. Quem dera pudéssemos dizer aos dois  que fugissem dessa enrascada.

Portanto amigos, admito, é impossível largar Downton Abbey. Da mesma forma que, pra mim, é impossível largar aquela série , daquela showrunner que não deve ser nomeada. Vou sussurrar no ouvido de vocês (Grey’s Anatomy), mas não  contem pra ninguém. É o nosso segredo.

Até a próxima!

Gaby Matos

Cabeça Dinossauro – Titãs

O ano de 1986 foi marcante para o rock brasileiro, além de o gênero ter se consolidado ao virar febre nacional, a maioria das bandas da época lançaram discos clássicos e que se tornaram os mais vendidos de suas carreiras. Uma dessas bandas foi a paulistana Titãs, que lançou o disco responsável por eles se tornarem uma das mais famosas bandas do país: Cabeça Dinossauro, que é considerado um dos ritos de passagem na história do rock brasileiro. O LP trouxe muitos hits, alguns deles representavam críticas sociais e tiveram problemas com a censura exatamente por isso. É o caso da música Bichos Escrotos, mas mesmo assim, as rádios preferiram pagar multa e continuar a veiculá-la. Além dessa, outras bem populares como Polícia, Estado Violência, Família, Igreja, Homem Primata, entre outros clássicos compõem o disco. Uma verdadeira coleção de sucessos dos Titãs, que figura na lista dos 100 maiores discos nacionais de todos os tempos.

Adryz Herven

Bons Filmes em Outubro (2013)

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