Indicados a Melhor Filme – Oscar 2013

Amor ★★★★

Belo e trágico talvez seja a melhor forma de definir Amor, filme de Michael Haneke, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2012. Contando com as atuações poderosas de Emmanuelle Riva (merecidamente indicada ao Oscar e premiada no Bafta) e Jean-Louis Trintignant, Amor talvez seja o filme, dentre os indicados, que mais impacte o espectador, ainda que se trate de uma trama simples e intimista. Georges e Anne são dois músicos cultos e aposentados, que partilham do bom gosto pela arte e seguem sua rotina sem grandes surpresas. Demonstrando em cada quadro do longa a intimidade, o respeito e o amor (sem muitas demonstrações de afeto, mas sim, o amor está lá) que sentem um pelo outro, a doença vem de forma inesperada se abater sobre o casal. Anne sofre um derrame e, gradativamente, vai padecendo. Aí é que o título do filme faz jus à narrativa que se desenrola na tela e ao próprio sentimento universal, e vemos todo o esforço de um marido dedicado ao cuidar de sua mulher até o inevitável fim.  A evolução da atriz em cena é assombrosa. Com uma câmera singela e elegante e longos planos estáticos, o diretor conduz a narrativa com sutileza, embora se trate de uma história contundente. Haneke abre mão da trilha sonora e aposta em momentos de silêncio (que, ironicamente, conseguem ser bastante prolixos), ao invés de injetar dramaticidade com temas musicais que apelariam facilmente para o emocional do público. O filme se passa quase inteiramente em apenas uma locação, o apartamento aonde vive o casal protagonista, e o cenário é bem explorado, além de adequado, uma vez que transfere ao espectador uma sensação claustrofóbica, de se fechar para o resto do mundo e de fim iminente. Amor é a epítome da deterioração do ser humano, mas nunca de suas relações e sentimentos, versa sobre a ironia da vida e coloca em pauta questões polêmicas; como, por exemplo, um ato cruel – que é o grande momento do filme – não pode e nem deve deixar de ser legitimado como um ato de amor. O longa de Haneke é lírico e cru. De extrema frieza em diversas passagens, mas, ainda assim, capaz de fazer aflorar as mais diversas emoções no espectador.

Argo ★★★

Baseado em fatos reais, Argo é um thriler político correto, mas que tem seus encantos. O mote do longa é uma operação de resgate de diplomatas americanos no Teerã, durante o que ficou conhecida como Crise de Reféns no Irã. O agente secreto, Tony Mendez, é o responsável pela elaboração de um plano tão brilhante quanto absurdo para resgatá-los: a produção de um filme falso com tudo a que se tem direito. Desde o roteiro com uma proposta sci-fi, claramente inspirado em Star Wars, até coletiva de imprensa. A audácia do agente acaba por convencer a CIA e eles começam a operação. O tom de crítica a Hollywood, é público e notório. Mas o fascínio que a indústria exerce sobre ator/diretor Ben Affleck também. Dessa forma, nem a magia do cinema e nem o fake da indústria é descartado do roteiro. A trama toda é muito bem arquitetada. Tanto o minucioso desenvolvimento do ousado plano, quanto a alta carga de tensão na segunda metade do filme, capturam a atenção do espectador que se vê rapidamente envolvido com a história. Apesar de dirigir com mão segura e mostrar maturidade como cineasta, ainda não se pode dizer que Affleck tem um estilo. O filme passa longe de ser burocrático, mas também não é correto chamá-lo de cinema de autor. Ele opta por soluções cinematográficas eficientes na hora de desenvolver a trama na tela. A câmera ágil e detalhista, diálogos afiados, trilha sonora retrô, tomadas eficientes e direção de fotografia que explora bem as locações, contribuindo para o sucesso artístico do filme. A sequência final, que mostra bonecos dos personagens de Star Wars e Star Trek no quarto do filho do protagonista, é um achado. Argo tem sido apontado como o grande favorito a vencedor da estatueta de Melhor Filme deste ano. Até agora, ele faturou vários prêmios importantes como o Globo de Ouro, SAG e Bafta. Uma pena não ter sido indicado a Melhor Diretor, dado os méritos de Affleck na função. Vamos ver se o Oscar subverte suas regras e premia um filme que não concorre nesta categoria.

As Aventuras de Pi ★★★★

Ang Lee é um diretor raro. Além de um exímio contador de histórias, é um mestre na hora de criar visuais soberbos. Seus filmes não são outra coisa que não espetáculos cinematográficos. E o cineasta só vem evoluindo ao longo de seus últimos filmes. As Aventuras de Pi narra a história do indiano Piscine Patel (Sim, Piscina), o único sobrevivente ao naufrágio de um navio que transportava sua família e os animais do zoológico de seu pai para o Canadá, para onde partiram em busca de uma nova vida. O que seria apenas a luta pela sobrevivência de um garoto em um bote salva-vidas, se torna uma aventura repleta de elementos fantásticos, com direito a um tigre de bengala com quem Pi deve tentar manter um relacionamento amistoso se quiser sobreviver. Não é fácil, mas com muita persistência e perspicácia, o garoto consegue e, logo, o tigre se torna seu “temido amigo”, com quem ele encara o desafio de resistir em alto-mar, encarar tempestades oceânicas e uma ilha carnívora. A fotografia é esplendorosa. O que testemunhamos na tela é uma aventura exuberante. Mais do que isso, As Aventuras de Pi narra uma jornada de fé, esperança, coragem e companheirismo. A moral da história no final, pode fazer com que a narrativa empalideça um pouco. Mas até lá, o diretor já conseguiu nos conquistar com a aventura do garoto indiano e seu tigre perdidos no meio do oceano. Com um trama repleta de metáforas e contada com extrema sensibilidade, temos mais uma vez a constatação de que Ang Lee faz cinema como poucos.

Django Livre ★★★★★

Django Livre é uma história de amor e de vingança. Mas é um filme de Quentin Tarantino, portanto, ainda que parta de premissas simples, o cineasta jamais trilha caminhos óbvios. Tarantino continua fiel às suas obsessões. Homenageando, reinventando e subvertendo gêneros. Dessa vez, ele conta a história de Django, um escravo em busca da liberdade da amada, que tem a sorte de encontrar em seu caminho um perspicaz e audacioso caçador de recompensas que quer a sua ajuda para mais um de seus serviços. Tarantino não abre mão de seu estilo e dos elementos que o consagraram como cineasta. Mas desta vez, é mais contido, e apresenta uma maturidade e evolução inquestionáveis como diretor. As referências pop obscuras estão lá, bem como doses cavalares de violência, mas em menor número do que em seus filmes anteriores. Os excessos ficam por conta dos diálogos repletos de palavras de baixo calão e algumas sequências catárticas no clímax do filme. A narrativa é mais linear, sem muitos flashbacks e quebras cronológicas. A trilha sonora, como sempre, é um espetáculo à parte. Vai do blues e do folk até o hip-hop contemporâneo. Com uma gama de personagens bem construídos e um excelente desempenho de todo o elenco, pode-se dizer que este é o trabalho mais sóbrio e maduro do diretor. Tarantino é mais do que bem-sucedido em sua ode ao western spaghetti.

A Hora Mais Escura ★★★

Correto e ambicioso, A Hora Mais Escura é provavelmente o filme que mais desperta emoções controversas no espectador. Na caçada ao inimigo número 1 dos Estados Unidos, Osama Bin Laden, como podemos delinear o lado dos mocinhos e vilões? De fato, não podemos. A vida não é maniqueísta como tantos filmes hollywoodianos insistem em apregoar. E Kathryn Bigelow é uma cineasta suficientemente inteligente para perceber isso e não se deixar levar pela fórmula do heroísmo que tanto ronda outras tramas com temática de guerra desde os primórdios do cinema americano. Em nenhum momento, ela defende ou exalta a América. Ela está mais preocupada em contar uma história, em esclarecer o episódio da caçada de Bin Laden, não se esquivando de apresentar, em um tom que por vezes soa documental, os eventos que levaram até a morte do terrorista por um soldado americano depois das conclusões certeiras de Maya (Jessica Chastain) acerca de seu paradeiro. A atuação de Chastain é excelente. Está na evolução de sua personagem, um dos maiores méritos do filme. Denso, violento, impactante, Bigelow conduz a trama com mão segura, com ritmo apropriado, dando uma veia realista ao seu filme, mas não deixando de compor uma obra cinematográfica técnica e esteticamente primorosa, especialmente no que diz respeito à construção de imagens e ao cuidadoso jogo de luz e sombras. As tão comentadas cenas de tortura no início do longa, apesar de filmadas de maneira crua, não chegam a chocar. Bigelow não as justifica em nenhum momento. Há um objetivo na execução delas, mas o longa jamais se presta a fazer juízo de valor. É simplista dizer que A Hora Mais Escura é, como muito se alardeou, mais um retrato da vitória dos heróis americanos. É mais um retrato de um momento de impacto da história contemporânea. Um episódio que gerou comoção e despertou a curiosidade de tantos. Na tela, conferimos o desenvolvimento da operação, sem grandes exaltações à bandeira americana.

Indomável Sonhadora ★★★

As agruras de uma vida miserável e um mundo selvagem através do olhar inocente de uma criança. Indomável Sonhadora, longa de estreia de Benh Zeitlin, que obteve merecido destaque e foi premiado em Sundance e Cannes, explora a relação de uma garotinha com o seu pai, que vivem na Banheira, uma ilha isolada e fictícia, situada numa região pantanosa de Lousiana, que acaba inundada após uma tempestade. Toda a comunidade precisa se virar e lidar com as consequências desse evento trágico, mas o peso maior está sobre os ombros da pequena e adorável Hushpuppy (Quvenzhané Wallis) que, além de tudo, ainda vê seu pai, a única família que possui, ficar gravemente doente. A garotinha, indicada ao Oscar de Atriz com apenas nove anos de idade, exibe uma força impressionante como protagonista. A performance dela é marcante e, provavelmente, definirá sua carreira durante muito tempo. Com um enredo muito simples, melancólico e honesto, Indomável Sonhadora é bem-sucedido em mesclar elementos de realidade e fantasia. A câmera de mão, inquieta e trepidante, imprimem realismo à trama e contribuem para trazer ao longa um tom praticamente documental. Outras cenas têm como alicerce a imaginação prodigiosa da garotinha que dão um tom mágico ao filme. É nesse preciso equilíbrio entre o realismo e o fantástico, o drama de cunho social e a fábula, que reside a força e o encanto do longa. Se beneficiando de boas tomadas e excelente uso das locações, Zeitlin presenteia o espectador com um filme claro e direto, genuíno, sem grandes pretensões. Uma obra que mostra que mesmo diante dos maiores obstáculos e desafios da realidade, crianças são crianças, e não devem deixar de sonhar e idealizar um mundo diferente daquele em que se vive. Isso sem precisar recorrer a fórmulas maniqueístas e ao melodrama. Em suma, um belo filme.

O Lado Bom da Vida ★★★★

Apaixonante. Talvez seja a melhor forma de descrever O Lado Bom da Vida. Mas não apaixonante como uma comédia romântica. Digamos que possa ser considerado um sopro de vida dentro do gênero – hoje tão famigerado. Há tempos que eu não via uma história de amor interessante, intensa e honesta como essa no cinema atual. Chamado por aí de dramédia-romântica, essa classificação até que lhe cai bem. O Lado Bom da Vida do esforçado David O. Russell conta com um roteiro bem costurado, ótimas sacadas e se beneficia das presenças inspiradas e química arrebatadora do duo principal, composto por Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. O roteiro acerta na composição de personagens disfuncionais que dão o tom exato ao filme e no desenvolvimento de um plot simples, mas atraente e interessante. Recheado de diálogos espertos e afiados, o longa procura fugir de saídas e soluções óbvias, e é bem-sucedido nesse quesito. Mesmo que a gente já saiba de antemão como a história vai terminar, acompanhar o desenrolar da trama é uma delícia. O filme também me ganhou pela trilha que vai de Stevie Wonder a White Stripes, passando por Bob Dylan. Aliás, a música é muito bem utilizada nesse filme – o fato de a canção-tema do casamento do protagonista ser também trilha sonora da traição e depois o estopim para suas explosões emocionais, é um achado. E a trilha incidental de Danny Elfman dispensa comentários, precisa e marcante. Lawrence mostra sua força como protagonista numa performance segura e extrai risadas do espectador com um timing cômico certeiro, como no momento em que revela suas experiências sexuais pós-trauma pela morte do marido. E falando em cenas inspiradas, toda a sequencia em que os personagens combinam uma aposta que envolve um jogo de futebol americano e um campeonato de dança é muito boa. Todos estão bem em cena, como Jacki Weaver, uma ótima surpresa, e Robert De Niro que há muito nos devia um desempenho interessante em um filme decente. Pode não ter nada de inovador, ser um dos azarões na categoria principal do Oscar, pode nem mesmo ser considerado um filme de Oscar, mas é fato que temos aqui um bom exemplar de comédia romântica atual. Ou dramédia-romântica, seja lá como chamem.

Lincoln ★★★

Steven Spielberg é sempre bom. Quando se propõe a fazer ficção. Contudo, quando se atreve a ser político e engajado demais, a coisa, não raramente, degringola. Embora mantenha seus méritos como diretor, a mensagem e a proposta de seu filme pecam. Não tanto pelo patriotismo exacerbado (de certa forma, até compreensível), mas por romancear demais a narrativa, enchê-la de floreios e de um tom melodramático dispensável. Felizmente, Lincoln escapa desse ufanismo e romantismo excessivo. Com um belo trabalho de reconstituição da época e amparado por um excelente elenco, o cineasta optou por retratar um dos momentos mais importantes e decisivos da história dos Estados Unidos (a aprovação Décima Terceira emenda, cujo objetivo era abolir a escravatura) e, dessa forma, ao invés de uma cinebiografia tradicional, o longa contempla os quatro últimos meses de vida de Lincoln, um recorte apropriado da história do mais emblemático dos presidentes da Terra do Tio Sam e do próprio país. O estilo autoral de direção de Spielberg não passa despercebido. O rigor na composição dos quadros, a fotografia bem trabalhada que corrobora o contexto histórico no qual a ação se desenvolve, a maquiagem e a ótima caracterização de Daniel Day-Lewis são dignos de nota. Excelente em aspectos técnicos, a trama enfadonha aqui e ali, é até enxuta, abandonando os contornos épicos – presentes em demasia em outros trabalhos do diretor – em favor de uma narrativa mais intimista que apresenta algumas falhas históricas. Não há muito de memorável nesse longa. Mas facilmente leva o Oscar por retratar de maneira contemplativa e reverencial o icônico presidente. O longa acerta em humanizar Lincoln – ao mostrar momentos do presidente com sua família, por exemplo – mas enaltece sua figura em vários momentos com um tom deveras solene demais que chega a ser incômodo. Talvez o aspecto que torne o filme relevante no presente contexto, sejam as discussões sobre igualdade que fazem alguma referência a questões mais atuais (como o casamento homossexual). Poderia ser um filme pertinente, mas é exaltado e um tanto quanto pretensioso em suas intenções, Lincoln é bastante coeso, mas também muito verborrágico.

Os Miseráveis ★★

Assassinar uma obra tão imponente como Os Miseráveis é uma tarefa árdua mesmo para Tom Hooper que ainda não aprendeu a filmar direito. E só por isso, esse filme não consegue ser uma perda de tempo total. Mas toda a grandiosidade de um drama tão belo presente nas páginas do livro do francês Victor Hugo, se perde na transposição para as telonas. Na verdade, o longa de Hooper se aproxima mais da versão dos palcos e não consegue se desvincular do tom teatral. Outro ponto que depõe contra Os Miseráveis é o fato de ser inteiramente musical. Não é todo mundo que aprecia o gênero, mas mesmo quem gosta tende a se decepcionar com o filme, visto que todos os diálogos, com algumas poucas exceções, são musicados. O que o torna um tanto farsesco demais e complicado de digerir. Geralmente, quando falamos que um filme não é de fácil digestão, é por se tratar de uma trama complexa ou algo do tipo, mas aqui a história é bastante simples. Para quem já conhece o livro ou o musical, sabe que a história se passa na França do século XIX e gira em torno do carismático personagem Jean Valjean (Hugh Jackman) que, depois de passar 19 anos preso por roubar um pão para matar a fome de sua família, assume uma nova identidade e se torna o prefeito Madeleine. Paralelamente, há a história de Fantine (Anne Hathaway), de origem humilde, que procura trabalho para sustentar a filha que está sendo criada (maltratada, na verdade) por uma família que insiste em mentir que a menina está doente e pedem por cartas que Fantine mande cada vez mais dinheiro para que eles possam comprar os remédios necessários. Dessa forma, a mãe da garotinha não encontra outra saída a não ser a prostituição. O destino de Jean Valjean se cruza com o de Fantine e quando esta última está à beira da morte, pede para que Valjean cuide de sua filha, Cosette. Ele vai atrás da menina tendo em seu encalço o inspetor Javert (Russel Crowe) que passa a trama o perseguindo. O filme é de difícil digestão por ser enfadonho demais. O que é surpreendente, uma vez que a adaptação sofreu profundos cortes em relação ao original, a passagem de tempo é muita rápida, tudo acontece rápido demais, por vezes de forma atropelada. Mas o que o torna entediante, é realmente o fato de musicarem cada diálogo, o que, convenhamos, é bem desnecessário, mas foi o modo que Hooper, o medíocre vencedor do Oscar 2011, por O Discurso do Rei, encontrou de contar Os Miseráveis nas telas. Uma pena. Dentre cenas óbvias e alguns momentos espalhafatosos, o que se pode dizer de positivo do filme, é que este conta com algumas boas atuações. Hugh Jackman nem de longe está em seu melhor ou mais memorável papel, mas o carisma, talento e presença de cena do ator australiano já valem o filme. O mesmo para a pequena, porém, efetiva participação de Anne Hathaway, que lhe rendeu uma indicação – e muito possivelmente o prêmio – de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar deste ano. Amanda Seyfried e Eddie Redmayne estão bem, mas Russel Crowe é o principal equívoco do filme, caricato como Javert e, bem, o ator não sabe cantar. Suas cenas musicais são desastrosas e constrangedoras. Esse era um dos filmes mais esperados do ano por muita gente, mas não é surpresa nenhuma que grande parte das pessoas tenha saído desapontada ao término sessão.

Fonte das imagens: imdb

Andrizy Bento

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s