Of Monsters and Men

Of Monsters and Men

Confesso que gosto muito de caçar bandas novas, principalmente aquelas que fazem parte da cena indie. O mais legal disso tudo é que gosto de dar e receber sugestões, mesmo que muitas vezes não concorde com a classificação dada à banda ou ao cantor citado por meus amigos.

O fato é que eu amo música, então ouço muitas delas. Eu amo, venero e respeito muito. Ouço música quando vou ao trabalho e quando volto dele, ouço música durante as tarefas corriqueiras do dia a dia, ouço música quando escrevo – aliás, sem ela dificilmente conseguiria escrever algo decente. Ouço música em todos os momentos da minha vida e, para cada um deles, tem uma composição em especial – geralmente a ouço tanto que enjoo; mas, tempos depois, a escuto como se fosse uma dádiva dos deuses, uma relíquia. Um tesouro guardado com extremo carinho em minhas lembranças.

Nessa eterna busca por tesouros perdidos, verdadeiras relíquias, encontro bandas pouco conhecidas, o que particularmente gosto muito. Gosto porque até alguém comentar sobre essa banda, e/ou eu mesma comentar, ou a banda tornar-se superestimada, ou tornar-se midiática, ela vem a ser a minha propriedade particular, algo que só eu conheço e detenho; algo precioso que preciso guardar religiosamente e quem tem minha total estima. Acham forte? Para algumas pessoas, a música é como uma religião politeísta, então… Não!

E durante essa investigação, pesquisa e procura por algo que me seja agradável aos ouvidos, honesto ao meu gosto indie rock/folk e que me fascine a ponto de ouvir várias e várias vezes, por vários dias, encontrei uma banda que me conectou com a natureza numa lista de músicas do aplicativo 8tracks (Recomendo, para quem gosta de música como eu).

Era uma banda islandesa estranhamente cativante (que de primeira já ganhou alguns pontos comigo porque curto muito as coisas do lado de lá), de nome estranho com membros com nomes mais estranhos ainda.

Nanna Bryndís Hilmarsdóttir (voz e guitarra), Ragnar “Raggi” Þórhallsson (voz e guitarra), Brynjar Leifsson (guitarra), Arnar Rósenkranz Hilmarsson (bateria), Árni Guðjónsson (piano e teclados), Kristján Páll Kristjánsson (baixo) e Ragnhildur Gunnarsdóttir (trompete) são os músicos dessa banda formada em 2010. De acordo com a Wikipédia (Salve!), o grupo começou a ganhar conhecimento depois de ter vencido um concurso anual de bandas na Islândia. Em 2011, o grupo lançou seu primeiro álbum, o “My Head Is an Animal”, com o single “Little Talks”, atingindo, assim, a primeira posição nas paradas de diversos países.

Pra quem quiser ouvir e constatar o que os meus ouvidos apuraram e gostaram, comece por “Little Talks”, passando por “Mountain Sound” até chegar a “King And Lionheart”, que foi o terceiro single lançado recentemente pela banda (vale ver o clipe da música). Vale muito a pena conferir as músicas doces, misteriosas e a riqueza instrumental do grupo. A maioria das canções de “My Head Is an Animal” remete às lendas e histórias fantásticas que são características do folclore da Islândia, país natal dos músicos.

A revista Rolling Stone chamou a banda de novo Arcade Fire e a comparou ao Mumford & Sons num show apresentado em 2011 na Islândia. Pra quem quiser tirar a sua dúvida ao vivo e a cores, a banda fará uma apresentação no Brasil, no Lollapalooza em São Paulo, no mesmo dia que The Killers e The Temper Trap (próxima a ser assunto por aqui).
E bem, já há planos para um novo álbum, mas que de acordo com a vocalista Nanna Bryndís para a revista Rolling Stones será totalmente diferente do que expuseram em “My Head Is An Animal”: “Estamos em um estado de espírito totalmente diferente, um lugar diferente do que estávamos quando escrevemos nosso álbum. O que não é bom ou ruim. É apenas diferente”.

Estou aguardando esse diferente. E espero que vocês queiram aguardar também…

Até a próxima música!

Caroline Silveira

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