O que vem por aí…

As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being Wallflower) narra a história de Charlie, um garoto introspectivo que costuma relatar através de cartas, suas experiências para uma pessoa anônima. Dessa forma, o filme aborda temas genuinamente adolescentes, tanto os mais leves quanto os mais densos, como entrar no colegial, se apaixonar pela primeira vez, a descoberta da sexualidade, os primeiros contatos com drogas, entre outros. Baseado no livro homônimo lançado em 1999 e de autoria de Stephen Chbosky, a adaptação para os cinemas ficou nas mãos do próprio autor do livro que assina roteiro e direção.

No elenco, nomes de jovens atores que estão despontando nas telonas como Logan Lerman de Percy Jackson; Emma Watson, mais conhecida pelo papel de Hermione Granger, na mundialmente famosa série Harry Potter; e Nina Dobrev, a estrela da série de televisão The Vampire Diaries.

O filme tem previsão de estréia para setembro nos EUA e outubro no Brasil. Abaixo, você confere o trailer:

O Grande Gatsby é um dos livros da minha vida. Lançado em 1925, o emblemático livro de Scott Fitzgerald é um dos marcos da literatura americana. A nova adaptação para os cinemas – a quinta, para ser mais exata – do celebrado romance ficou a cargo do cool Baz Luhrman, diretor de Moulin Rouge e do sensacional Romeu + Julieta. Leia a sinopse oficial do filme:

“O Grande Gatsby acompanha o escritor aspirante Nick Carraway enquanto ele deixa o meio-oeste em direção a Nova York na primavera de 1922, uma época em que a moralidade tornava-se menos rígida, o jazz explodia e bebidas ilegais criavam impérios. Em busca de sua própria versão do Sonho Americano, Nick acaba vizinho de um misterioso milionário festeiro, Jay Gatsby, quando vai viver do outro lado da baia com sua prima, Daisy, e o marido dela, o filantropo de sangue-azul, Tom Buchanan. É nesse ambiente que Nick é atraído ao mundo cativante dos super-ricos, suas ilusões, amores e traições. Nick então usa essa experiência para escrever um conto de amores impossíveis, sonhos incorruptíveis e tragédias que espelha os nossos próprios tempos e conflitos”.

O filme conta com Leonardo DiCaprio como o personagem-título, Jay Gastby, além de Carey Mulligan e Tobey Maguire como Daisy Buchanan e Nick Carraway, respectivamente. O Grande Gatsby deve estrear em dezembro nos EUA e em janeiro por aqui.

Dá uma olhada no trailer:

Duas adaptações de livros. E por onde andam os roteiros originais…?

Andrizy Bento

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Nan Goldin

Imagens da série The Balad of Sexual Dependency de Nan Goldin

Há diferentes formas de se encarar uma obra. Diferentes olhares. Não se trata exatamente de opinião fundamentada em conhecimentos estéticos e, sim, do que ela lhe transmite. Partindo desse ponto, entra-se, portanto, na questão de como se recebe a obra, o impacto que ela gera, como ela será compreendida por diferentes pessoas e diferentes meios.

A obra da fotógrafa norte-americana Nan Goldin é controversa. De um lado, defesas apaixonadas. De outro, críticas exaltadas. E o conflito entre esses dois lados acarreta discussões acerca de muito mais do que estética. O que está em pauta são aspectos morais, éticos, psicológicos.

Nan Goldin é uma voyeur com um olhar perspicaz que compreende a realidade na qual está inserida e, desse modo, registra, documenta e perpetua essa realidade por meio da fotografia. Nudez, sexo explícito, homossexualidade, uso de drogas compõe os registros de Goldin. A fotógrafa adentra terrenos pantanosos com suas imagens, retratando o submundo e tornando o íntimo, explícito, com uma total ausência de medo, pudor ou restrições em representar a dor e o sexo. Ela projeta em seu trabalho essencialmente a dor e indefinidamente o prazer, tornando-os, de certa forma, elementos intrínsecos.

Para muitos críticos e apreciadores do trabalho de Goldin, sua obra representa a fragilidade da substância humana, da essência dos relacionamentos, o isolamento social. Alguns vêem certa intenção de impactar. Outros vêem apenas uma necessidade de ir muito além da superfície e trazer profundidade aos temas retratados.

Para seus detratores e pessoas pouco habituadas a imagens de tal teor, seu trabalho remete instantaneamente à perversão e à violência, registros de pedofilia e depravação, exemplos de má-conduta.

Obviamente, o conteúdo de sua obra gerou controvérsias. No Brasil, a exposição com suas fotografias, cujo o Oi Futuro exibiria, foi censurada sob a alegação de não condizer com seu perfil  educativo e ferir o Estatuto da Criança e do Adolescente ao apresentar imagens de crianças nuas. Quando exibido no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), foi sob rigorosos cuidados e não permitido para menos de 18 anos. Além de que, uma equipe jurídica foi mobilizada para ficar de plantão durante os dias de exibição.

A própria fotógrafa, no entanto, define seu trabalho como um registro dos laços afetivos, das relações humanas.

O fato de ser compreendido por muitos como um trabalho sórdido, gratuito, degradante e apelativo talvez venha a refletir a alienação da sociedade que não está em sintonia com o que acontece ao seu redor.

Em tempos em que nem mesmo a fotografia reflete o real e sim o idealizado graças à eficiência do photoshop e a obsessão pelo status quo, Goldin quebra paradigmas, padrões estéticos e tabus não exatamente cultuando o submundo e figuras marginalizadas, mas registrando uma realidade que muitos preferem ignorar.

Vale a pena conhecer as séries “Heartbeat” (que retrata a dificuldade do relacionamento a dois, focado em cinco casais amigos próximos a Goldin), “The Other Side” (Sobre um grupo de transexuais, drag queens e travestis com os quais a fotógrafa conviveu por três anos durante sua adolescência nos anos 70) e a obra-prima “The Balad of Sexual Dependency” (composto de imagens realizadas entre 1981 e 1996, mostrando a vida real de um grupo de amigos de Goldin que decidiu viver à margem da cultura. Consumo de drogas, sexo e violência são os temas dominantes dessa coleção. A comunidade retratada nessa série, segunda a própria fotógrafa, não existe mais devido à Aids). Goldin classifica Balad como o trabalho de sua vida e este é realmente sensacional.

Fonte da imagem: http://ffw.com.br/noticias/cultura-pop/nan-goldin-finalmente-expoe-no-rio-desta-vez-sem-censura/

Andrizy Bento

Amour

O longa Amour foi o grande vencedor do Festival de Cannes deste ano. É a segunda vez que o diretor austríaco Michael Haneke conquista a Palma de Ouro. A primeira foi em 2009 com A Fita Branca.

A proximidade da morte é a ideia central do filme de Haneke que conta com Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant, dois atores franceses icônicos, ambos na faixa dos oitenta anos, como um casal de idosos tendo de lidar com a chegada do momento fatídico.

Abaixo você confere o trailer de Amour, além dos vencedores do Festival de Cannes deste ano:

Palma de Ouro

“Amour”, de Michael Haneke (França)

Grande Prêmio do Júri

“Reality”, de Matteo Garrone (Itália)

Melhor Atriz

Cosmina Stratan e Cristina Flutur, por “Dupã Dealuri”, de Cristian Mungiu (Romênia)

Melhor Ator

Mads Mikkelsen, por “Jagten” (A Caça), de Thomas Vinterberg (Dinamarca)

Melhor Diretor

Carlos Reygadas, por “Post Tenebras Lux” (México)

Melhor Roteiro

“Dupã Dealuri” (Além das Colinas), de Cristian Mungiu (Romênia)

Prêmio do Júri

“The Angel’s Share”, de Ken Loach (Reino Unido)

Caméra d’Or – melhor filme de diretor estreante

“Beasts of the Southern Wild”, de Behn Zeitlin (EUA)

Melhor curta-metragem

“Silêncio”, de L. Rezan Yesilbas (Turquia)

Kevin Kelissy

Branca de Neve e o Caçador

Vi numa cabine sem expectativa nenhuma já que não sabia praticamente nada a respeito do filme. As únicas coisas que eu sabia é que esse ano contou com um sem número de adaptações de Branca de Neve; e que Tim Burton fez escola. Mesmo que Alice tenha tido uma recepção de morna para fria, esse filme parece ter inspirado muita coisa que veio depois, como este aqui por exemplo. Claro que releituras sombrias de contos de fadas não surgiram com Burton, mas o cineasta parece ter exercido um grande fascínio em outros de seus colegas de profissão. Não à toa, este Branca de Neve e o Caçador é dos mesmos produtores de Alice.

E isso é bom?

Digamos que sim em se tratando de acuro visual. O filme apresenta ao espectador belos cenários, excelentes efeitos especiais, e um preciso equilíbrio entre cores vibrantes e tons cinzentos. Visualmente ele é espetacular, se relevarmos algumas passagens que quase descambam para o brega devido a uns pequenos excessos do diretor Rupert Sanders na sua ânsia de apresentar um visual rico e belo.

Aliás, o visual rico e belo se sobrepõe a todos os outros elementos da narrativa. Se por um lado é fabuloso ver uma direção de arte e fotografia tão notáveis, por outro é um tanto decepcionante se deparar com um roteiro tão frívolo e personagens tão mal elaborados. Ninguém chega realmente a conquistar, embora o elenco todo desempenhe bem seu trabalho. O problema está mesmo no plot, no qual nada é aprofundado. Até chega a apresentar um background para compreendermos o quão relevantes e fundamentais os protagonistas são para a trama, mas não convence. Charlize Theron rouba a cena toda para ela como a Rainha Má e praticamente vale o filme. Kristen Stewart mostra competência ao interpretar a princesa heroína que, no final, não é nem uma coisa nem outra. É apenas humana. Eu sei que a moça tem críticos ferrenhos, mais por ter participado de uma franquia de sucesso (A Saga Crepúsculo), o que é um exagero. Existem bem piores. Ela, aqui, dá conta do recado. Chris Hemsworth… oras, é bem o que se espera de Chris Hemsworth. Aqui ele é o Thor sem o martelo, mas com um machado. Funciona no papel que não exige muito além disso. Mas a narração de seu personagem quase chega a comprometer o todo. E o príncipe… Se não fosse a história original e o fato da releitura necessitar desse elemento, ele poderia ser dispensado. Sua função na trama é praticamente nula, sendo interpretado por um ator até simpático, mas sem qualquer carisma, brilho ou alguma beleza excepcional

Mas é uma aventura sadia e um entretenimento vigoroso de fim de semana. Ainda mais se você não tiver grandes expectativas, aí não corre o risco de sair frustrado. E também se você não exigir demais do roteiro.

O filme tanto acerta quanto erra. Tem grandes qualidades, mas alguns notórios defeitos. O que é compreensível vindo de um diretor estreante, mais acostumado com a beleza plástica da embalagem (o cara vem da publicidade), do que exatamente com o que o miolo tem a oferecer. Mas espero que em suas próximas empreitadas, o diretor venha contornar isso e se lembre que cinema é mais do que visual e tecnologia. Potencial ele tem.

Kaio Dantas

Popping

O Popping é uma street dance originária dos funk styles californianos dos anos 60 e 70. Assim como o breakdance, o popping se tornou um símbolo da cultura hip hop. A técnica da dança é, basicamente, a rápida contração e relaxamento dos músculos do “popper”, causando um efeito visual em seu corpo.

Esse estilo de dança possui vários “sub estilos”, como o robot, o waving,  o snaking,  o tut, entre outros. O Popping requer um bom controle do corpo, mais precisamente dos movimentos com as pernas, os braços e o peito. Ao contrário do break (que alguns confundem com o popping) que se dança “on the floor”, o popping se dança de pé. Exceto em alguns casos em que o dançarino fica de joelhos, mas esses casos são raros.

As músicas normalmente usadas para acompanhar a dança são de hip hop, old ou new school, embora a música eletrônica atual tenha sido incorporada ao estilo. Rappers Dj’s como Afrika Bambaataa e Kurtis Blow também participaram da “inclusão” do estilo ao hip hop.

Um dos “poppers” mais conhecidos é Poppin’ Taco, professor e amigo de Michael Jackson. Taco ficou famoso ao aparecer em filmes de hip hop como Breakin’ e Breakin’ 2: Electric Boogaloos. Junto a ele, outros dançarinos de popping apareceram como Boogaloo Shrimp (quem mostrou o moonwalk a Michael Jackson), Suga Pop, Poppin’ Pete, Shabba Doo, Ana Lollipop Sanchez e o próprio Michael Jackson.

Eduardo Molinar