A Primeira Contestação

Nos anos 50, os EUA passavam pelo momento pós-guerra. Era um momento econômico próspero, em que as famílias americanas podiam ter dois carros na garagem, havia os churrascos em família aos domingos, a televisão era o novo passatempo e o sonho americano estava de volta. No meio dessa calmaria em que as atrações eram para os adultos, os jovens estavam sendo “sufocados”,  não agüentavam mais essa mentalidade “certinha”.  Algo estava para acontecer!

Em 1953, Hollywood produziu o filme The Wild One (O Selvagem) com Marlon Brando no papel de Johnny, um motoqueiro rebelde, líder de uma gangue de motoqueiros. Ele usava jaqueta de couro, jeans, coturnos (lembra dos punks…?)

Esse filme foi o pontapé inicial para o início da rebeldia dos garotos e garotas dos anos 50.

Em 1955, quando já existiam gangues de rapazes com jaquetas de couro e canivetes nos bolsos, mais um filme viria para eternizar esse momento de contestação, Rebel Without a Cause (Juventude Transviada), com James Dean no papel principal. O filme mostrava, pela primeira vez no cinema, os conflitos entre pais e filhos e também a primeira cena de “racha”  da história. James Dean tornou-se o primeiro ídolo juvenil e, com sua prematura morte no mesmo ano, virou um herói e um mártir para os adolescentes e um “maldito” para os adultos.

Esses dois atores citados influenciaram diretamente Elvis Presley e seu Rock’n Roll. Com um estilo musical e voz de negros, um tanto obscena, debochada e um forte apelo sexual, conquistou de vez os jovens. Elvis chegou a ser censurado pela mídia por causa de sua dança e seu cabelo comprido.

Todos esses elementos de Elvis, James e Brando serviram de inspiração para o nascimento da primeira “tribo” do mundo: os rRockers.

Eram os jovens revolucionando, se tornando independentes, mostrando o seu repúdio aos costumes conservadores dos adultos. A partir daí, o mundo nunca mais foi o mesmo, tudo começou a ser direcionado principalmente aos adolescentes (a indústria fonográfica principalmente).

Se não fosse esse movimento, o mundo talvez ainda fosse um lugar tedioso, talvez não se falasse em sexo tão abertamente, talvez os movimentos hippie e punk não tivessem acontecido. Os anos 50 foram um grande “vá pro inferno” para a moralidade e para a repressão que sempre foi imposta aos jovens.

 Eduardo Molinar

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