[Especial] Harry Potter – Parte 5

Estão todos no clima de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2. Todos mesmo! Nas populares redes sociais não se fala em outra coisa. E se tem algum personagem que vem sendo destaque em grande parte dos comentários, reviews, tweets, posts em tumblrs relacionados a HP e afins, esse personagem é o Snape.

A minha passagem favorita de Relíquias da Morte – e uma das favoritas de toda a série – é O Passado do Príncipe. O capítulo que aborda a história de Severo Snape e no qual descobrimos a natureza de sua ligação com o personagem-título.

No texto abaixo, eu falo a respeito de alguns dos meus personagens favoritos do mundo Potteriano e que estão intrinsecamente ligados ao passado de Snape: os Marotos e Lily Evans.

Os Marotos

Os senhores Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas têm o orgulho de apresentar o Mapa do Maroto.

Não tem como esquecer dessa passagem de O Prisioneiro de Azkaban.

Aliás, o que realmente me chama a atenção em O Prisioneiro de Azkaban são esses “senhores” que atendem por pseudônimos esquisitos. Quando eu li o livro pela primeira vez – pouco depois de ver o filme – tive uma curiosidade enorme de conhecer melhor a respeito de Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas.

E apesar de J.K. Rowling nos presentear com algumas doses de Marotos nos livros subseqüentes, ainda continuo com essa mesma curiosidade. Creio que deve ser não apenas meu, mas desejo de 99%  fãs de Potter, que J.K. fizesse uma série de livros sobre os Marotos. Acho que não seriam tão bons quanto os livros de Harry Potter, mas certamente seriam divertidos, esclareceriam muitas coisas e fechariam algumas poucas brechas deixadas pelos sete romances lançados até aqui.

Aluado é Remus Lupin, que dá as caras pela primeira vez no já mencionado terceiro livro da série Harry Potter, O Prisioneiro de Azkaban, assumindo o cargo de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts. Sempre muito sensato e também bastante inteligente, ele funcionava como uma espécie de “juízo que faltava aos Marotos” na sua época de estudante. Um amigo fiel e leal que carrega consigo um obscuro segredo do qual poucos têm conhecimento, incluindo aí sua trupe de marotos: Remus transforma-se em Lobisomem. O marido da excêntrica Ninphadora Tonks, trava uma luta constante contra seu demônio interno e, apesar de carregar esse aterrorizante monstro dentro de si, é um dos heróis que luta por e ao lado de Harry até o fim.

Rabicho é Peter Pettigrew. Por muitos anos (doze, mais propriamente dizendo) acreditava-se que estava morto. Vítima da carnificina supostamente executada por Sirius Black, tudo o que sobrou dele foi um dedo. Mas, na verdade, ele esteve esse tempo todo na família de Ron Weasley, como o rato Perebas. Pettigrew, assim como os demais Marotos, exceto por Lupin, é um animago não registrado, o que quer dizer que todos se transfiguram em animais. Nada melhor para representar Peter do que um rato. Embora as suspeitas tenham sempre apontado para Sirius Black como o traidor dos Potter – que entregara a cabeça da família de Harry para Voldemort e por isso acabou passando tantos anos em Azkaban – o verdadeiro traiçoeiro e servo fiel de “Você-Sabe-Quem” é Pettigrew, que forjou seu próprio assassinato para se livrar da culpa. Responsável indireto pela morte de James Potter e culpado por todos os anos em que Sirius Black ficou recluso, mesmo sendo inocente, Rabicho apunhalou pelas costas os dois que ele dizia considerar seus melhores amigos.

Almofadinhas trata-se de Sirius Black. Egresso de uma família de Sonserinos arrogantes de sangue-puro, ele sempre fez questão de destoar do restante da família. Para desafiá-los, costumava colar nas paredes de seu quarto fotos de mulheres trouxas de biquíni. Daí já dá para tirar conclusões a respeito da personalidade desta cativante figura: rebelde e mulherengo. A ovelha negra da família. Um dos personagens mais carismáticos da poderosa criação de J.K. Rowling, Sirius era o melhor amigo de James Potter desde seus primeiros anos em Hogwarts. Tidos como uma espécie de precursores dos gêmeos Weasley, estavam sempre em detenção por conta de suas constantes artimanhas e brincadeiras. Entre seus passatempos favoritos, estava atormentar e lançar feitiços que eles julgavam muito divertidos contra Severo Snape, o que fez com que este nutrisse ódio por ambos. Preso, mesmo sendo inocente, durante muitos anos em Azkaban, ele costumava assumir sua forma animaga, um grande cachorro preto, para poder sobreviver sem perder a lucidez diante dos Dementadores. Após fugir de Azkaban, ele vai atrás de Harry que, assim como os demais, pensa que ele é um criminoso lunático e perigoso. São muitas e muitas páginas até que Sirius finalmente consiga provar sua inocência. Sua eterna amizade e cumplicidade com James Potter, o sentimento de paternidade que nutre pelo seu afilhado, Harry, e a sua lealdade à Ordem mostram sua nobreza de caráter. Ele pode ser rebelde, ter aquele charme displicente que conquista as mulheres e fama de Don Juan e encrenqueiro, mas é um homem bom e íntegro. Dizem que Rowling chorou muito a ponto de ter de ser consolada pelo marido após escrever a passagem de sua morte. Lenda ou não, realmente dá para compreender o motivo das lágrimas da escritora.

Pontas é James Potter. O pai de Harry. O marido de Lily. O melhor amigo de Sirius. O maior desafeto de Snape. Aliás, esse último não hesita em dizer a Harry em alto e bom tom o quanto seu pai era arrogante. E o pior é que ele estava certo. Deslumbrado pela sua própria fama em Hogwarts – muito por conta de seu sucesso no quadribol – o Grifinório curtia jogar charme para cima de Lily de maneira nada discreta. Lily, por sua vez, costumava esnobá-lo, até porque Potter adorava humilhar o melhor amigo dela, o próprio Snape. Claramente impopular, o Sonserino era do tipo estudioso e sempre teve inclinação para as Artes das Trevas. E, sempre que podia, James Potter não perdia a oportunidade de irritá-lo e zombar dele na frente de todos os seus colegas bajuladores de Hogwarts. Apesar do espírito desordeiro, no fundo Potter era uma boa pessoa, apenas imaturo e um tanto esnobe, mas que se dedicou inteiramente a lutar ao lado de Dumbledore assim que se formou em Hogwarts. A forma animaga de James era um cervo, daí a explicação para a forma corpórea do Patrono de Harry.

Um dos momentos que ficou na minha mente durante muito tempo depois da leitura de A Ordem da Fênix, é aquela passagem da Penseira, em que Harry adentra as memórias de Snape e descobre finalmente que seu pai e seu padrinho não eram os exemplos de heroísmo e boa conduta que ele acreditava ser. A partir daí, extremamente decepcionado com aquela visão, Harry começa a rever seus conceitos. Afinal não foi nada legal descobrir que os dois homens por quem ele tinha profunda e intensa admiração se tratavam de dois arrogantes que curtiam tirar vantagem de suas popularidades para zombar de alunos impopulares e excluídos como Snape.

E é dessa forma que percebemos que o maniqueísmo é uma característica que passa longe da narrativa de Joanne Rowling.

Embora Rowling já tenha mostrado que “histórias de amor” não são muito sua praia, talvez, até inconscientemente, ela compôs um interessante triângulo amoroso, James Potter/Lily Evans/Severo Snape. E fico curiosa para saber como ela o desenvolveria se realmente escrevesse livros passados na época dos Marotos.

Os destinos destas três personagens sempre estiveram interligados de alguma forma. Embora o desprezasse e reprovasse seu comportamento a maior parte do tempo em que estudaram em Hogwarts, Lily acabou se apaixonando e se casando com James. Ambos entraram para a Ordem da Fênix, ao lado de Sirius, Lupin e outros. Liderado por Dumbledore, o grupo se dedicava a combater Voldemort e seus Comensais da Morte.

O destino triste do solitário Snape, o levou para o lado das trevas, para o lado de Lord Voldemort. Sua amizade com Lily parecia definitivamente ter acabado e, para sua grande decepção, ela estava unida afetuosamente ao seu arquirrival. Quando Lily e James morreram para salvar seu pequeno filho Harry, Snape sentiu remorso e jurou protegê-lo, arriscando a própria vida.

Convenhamos, até dá para compreender a antipatia de Snape por Harry. Como deveria ser triste ter de encarar todo santo dia em Hogwarts, o filho da mulher que ele sempre amou desde criança, com o homem que ele sempre detestou desde seus primeiros dias como estudante em Hogwarts. E o pior: ele ser a cara de James e ter os olhos de Lily.

Tanto a passagem da penseira em A Ordem da Fênix, quanto a revelação do passado do Snape em Relíquias da Morte são claras constatações de que Rowling tem um interessante material ainda a ser desenvolvido; que ainda existem histórias e passados a serem explorados dentro desse universo. Há todo um rico background de personagens a ser trabalhado, detalhado e esclarecido. Seria maravilhoso ver Rowling retornar ao Mundo da Magia e nos presentear com essa história que vem sendo tema de fanfics há tantos anos. Seria a realização do sonho de muitos fãs e, sem dúvida, outra aventura deliciosa de se ler.

Fonte das imagens: http://seteteletubbies.blogspot.com/ & http://satidolmarotos.blogspot.com/ & http://www.tumblr.com/

Andrizy Bento

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3 opiniões sobre “[Especial] Harry Potter – Parte 5”

  1. Quem sabe em Pottermore teremos histórias sobre os Marotos. Ela já declarou que terão curiosidades e histórias inéditas, tomara que os Marotos estejam nessa lista.

    O expresso de Hogwarts eu sei que tem, porque já foi divulgado um trecho da página dele no site. Então, vamos esperar e torcer. =D

    Adorei! =D

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